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No Dia Mundial do Combate à Obesidade, conheça sete erros cometidos na luta contra a doença

Confiar somente no efeito dos remédios para emagrecer é um dos maiores problemas
 

Dia 11 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Obesidade, uma doença relacionada a muitas causas e de tratamento lento e multidisciplinar. Distúrbios alimentares, sedentarismo, disfunções hormonais ou até mesmo herança genética pode ser algumas causas.

A maior parte dos tratamentos inclui um arsenal de remédios, já que são poucos os casos em que o paciente consegue reverter o problema apenas com disciplina. Isso não significa, entretanto, que o uso de remédios anule a adoção de hábitos saudáveis.

Muita gente acha que basta controlar a medicação para que os quilos comecem a desaparecer e quando isso não acontece, vem a frustração e o abandono das consultas. O erro é comum, mas ainda existem outros. Se você já tentou emagrecer e não alcançou sua meta, veja os principais erros, apontados por especialistas, no tratamento da obesidade:

Ignorar as calorias totais da dieta

A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores relacionados à obesidade. Quando este fator está associado ao excesso de peso, tona-se necessária a reeducação alimentar. Tudo começa estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser consumidas diariamente. Uma pessoa acima do peso provavelmente ingere muito mais calorias do que seu metabolismo é capaz de queimar. Para isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um cardápio individual.

Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa

Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. Gorduras e açúcares são os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do paciente com obesidade. Aprender a montar um prato colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da reeducação alimentar. Com o tempo, os pacientes percebem que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça para perder peso.

Manter o sedentarismo

Exercícios físicos são uma das principais estratégias terapêuticas não medicamentosas para combater a obesidade. Atualmente exercícios valem por remédio. O método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a musculação. Juntos, eles não só combatem a obesidade, como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado).

Perder o controle da ansiedade

A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos casos, está ligada a disfunções emocionais. Grande parte dos pacientes sofre de ansiedade, estresse e outros problemas que podem levar à compulsão alimentar, por exemplo. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar o sucesso.

Adotar outros hábitos prejudiciais

Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter por não poder comer compulsivamente. É comum pacientes começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem estimulados a mudar completamente de vida quando dão início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra, ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de prevenção da saúde.

Retomar os erros após a perda de peso

O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar. Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser mantidos mesmo após alcançar a meta. Muitos pacientes acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a disciplina de lado com o tempo. Comer bem, praticar exercícios e fazer check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a volta da obesidade.

Resistir a tratamentos mais agressivos

A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de tratamento para pessoas com obesidade. Mas indivíduos com índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que 30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes, geralmente recebem indicação para a intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Fonte: Minha Vida

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Anvisa proíbe o comércio de medicamentos injetáveis que contenham chá verde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira, 8, a fabricação, a manipulação, a distribuição, o comércio, a divulgação, a administração e o uso de  medicamentos injetáveis à base de extratos vegetais como o chá verde.
De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União, a medida foi tomada após a identificação de propagandas na internet de tratamentos estéticos para emagrecimento e combate à gorduras localizadas sugerindo o uso de formulações injetáveis contendo chá verde isolado ou associado a outras substâncias.

A Anvisa ressaltou que não há estudos que comprovem a segurança e a eficácia da aplicação de formulações subcutâneas contendo chá verde ou outros extratos vegetais, isolados ou em associação. A resolução entra em vigor hoje.

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Poucas horas de sono na adolescência pode gerar problemas cardíacos

Sedentarismo e má alimentação são algumas das causas do sono ruim; hábitos ruins acompanham até a vida adulta

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Um novo estudo publicado no CMAJ (Canadian Medical Association Journal) descobriu que poucas horas de sono na adolescência aumentam o risco de problemas cardíacos, como infarto, na idade adulta. A pesquisa foi liderada por um cardiologista do Hospital for Sick Children, no Canadá.
Mais de 4.100 adolescentes participaram da pesquisa e ao colher dados, os especialistas descobriram que os jovens dormiam, em média, 7,9 horas por noite durante a semana e 9,4 horas por noite aos fins de semana. Quase 20% deles declararam ter poucas horas de sono durante a semana e 10% disse não dormir o suficiente no fim de semana. Além disso, cerca de 6% afirmaram usar medicações para ajudar a dormir.Os resultados da análise mostraram que a má qualidade do sono foi associada a um índice de massa corporal mais elevado, maior tamanho de cintura e níveis de colesterol e pressão arterial mais altos, todos fatores de risco para doenças do coração. A descoberta é importante principalmente porque mostra que hábitos cultivados na juventude nos acompanham por toda a vida.Uma possível explicação seria o fato de que acordar durante a noite, apresentar dificuldade para pegar no sono e ter pesadelos estão relacionados a outros hábitos ruins, como cultivar uma dieta desequilibrada e ser sedentário.
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Efeitos da radiação solar na camada mais externa da pele são objetos de estudo

Tecidos de cadáveres de mulheres foram expostos ao sol por 60 dias e  raios UVB reduziram ligação de células, e favoreceram fissuras e infecções

Pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, analisaram os efeitos da radiação solar sobre a camada mais externa da pele, chamada estrato córneo. Esse revestimento do corpo, formado basicamente por queratina, protege os tecidos mais internos contra lesões e infecções, além de manter a umidade e a textura da pele.

O trabalho, liderado por Reinhold Dauskardt, foi publicado na edição desta semana da revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Os cientistas analisaram o resultado da exposição aos raios ultravioleta B (UVB) – que atingem apenas a camada mais superficial da pele, deixando-a vermelha – em cadáveres de mulheres brancas, entre 22 e 81 anos. Durante 60 dias seguidos de “bronzeamento”, foram observados os tecidos do abdômen e das mamas, regiões do corpo tradicionalmente menos expostas ao longo da vida.

Se os pesquisadores vissem a área do rosto, por exemplo, não saberiam se a alteração foi anterior ou não. Como essas são áreas preservadas, meio ‘virgens’, dá para avaliar o quanto o sol pode romper as ligações entre as células.

A ideia dos autores era ver os prejuízos da radiação além dos já conhecidos danos relacionados ao DNA, ao envelhecimento e à incidência de câncer em quem toma sol demais sem proteção. Ao longo dos dois meses de trabalho, a firmeza da camada externa se manteve, mas foi vista uma grande redução na força de ligação (coesão) entre as células e na tensão necessária para fraturar o estrato córneo, além de mudanças estruturais na queratina e nos lipídios (gordura) presentes na superfície da pele.

O resultado sugere, segundo os cientistas, que os raios UVB afetam a nossa barreira de proteção natural, podendo levar a rachaduras, fissuras, inflamações, infecções, descamações e cicatrizes. A equipe acredita que a descoberta possa levar a um método quantitativo para determinar a eficácia de filtros solares contra os danos causados pela radiação ultravioleta.

Prós e contras do sol
Apesar de ser considerada perigosa, por favorecer o câncer de pele em humanos, a radiação solar UVB – em doses diárias adequadas, antes das 10h da manhã e depois das 16h – é essencial ao corpo para a produção de vitamina D, que se liga ao cálcio e previne doenças como a osteoporose.

Além dos raios UVB, existem os UVA, que são mais intensos, penetram profundamente na pele – na epiderme e na derme – e causam o bronzeado pós-praia ou piscina. Isso porque eles são responsáveis por pigmentar o corpo, mas também podem provocar manchas.

Um filtro com fator de proteção solar (FPS) acima de 15 protege contra os dois tipos de raios ultravioleta. Abaixo disso, pode barrar mais o UVB que o UVA.

O papel do filtro é justamente este: evitar que a pessoa fique vermelha, mas volte para casa com a marca do biquíni ou da sunga, porque não existe bloqueio 100% contra os raios UVA. Com o protetor, o indivíduo pigmenta, mas é menos.

Os raios UVA são constantes o dia inteiro, mesmo em dias nublados, e ultrapassam o vidro de carros, as nuvens e as camadas de poluição. Já os UVB podem ser bloqueados pelas nuvens e outras barreiras físicas.

Um não é mais perigoso que o outro, pois os dois podem provocar câncer, tanto o UVB, que dá a queimadura, quanto o UVA, que bronzeia. Além disso, quem se expõe a um acaba tomando o outro.

 

Fonte: Bem Estar

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Estudo descobre vírus capaz de curar a acne

Para algumas pessoas, a acne some após a adolescência, porém, para outras as lesões de pele permanecem mesmo na idade adulta. Quando a acne insiste em continuar a aparecer, as “vítimas” correm em busca de alternativas capazes de diminuir as marcas no rosto.

No entanto, na última terça-feira, 25 de setembro, prece ter surgido uma solução eficiente que combate o problema. O mBio, periódico online do American Society for Microbiology, criou um produto feito à base de vírus, com enzimas capazes de matar os micro-organismos responsáveis pela acne, que é capaz de curar as incômodas inflamações cutâneas.

O estudo, realizado por uma equipe liderada por uma pesquisadora da University of California, nos Estados Unidos, apontou que o vírus é inofensivo para seres humanos, mas é programado para infectar e matar bactérias causadoras da acne. Isso porque ele contém uma enzima nomeada endolisina, que destrói a parede celular bacteriana, matando o micro-organismo.

Para ser utilizado em terapias, entretanto, era preciso que esses vírus não apresentassem grande diversidade de DNAs. Foi necessário, então, colher amostras dos fagos (como são chamados vírus que infectam apenas bactérias) do nariz de voluntários com acne. Após sequenciar o genoma desses vírus, os especialistas concluíram que os agentes partilhavam mais de 85% de seus DNAs, o que possibilita seu uso em tratamentos.

 

 

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Prática de atividades físicas pode ajudar a prevenir doenças metabólicas

Pesquisa comprova que pessoas que mantém vida ativa evita problemas de saúde causados pela má alimentação

 

Uma pesquisa realizada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) desvendou parte dos mecanismos metabólicos pelos quais a prática de atividade física ajuda a prevenir problemas de saúde causados pela má alimentação, como diabetes e acúmulo de gordura no fígado.

O experimento foi feito com camundongos que receberam uma ração incrementada com chocolate, bolacha de maisena, amendoim e açúcar. A dieta, batizada de Cafeteria, tinha o objetivo de mimetizar os hábitos alimentares humanos. Após seis semanas com essa alimentação os animais já desenvolviam um quadro de intolerância à glicose, resistência à insulina e obesidade.

Embora o valor calórico da dieta de Cafeteria não seja muito diferente – 4,23 quilocalorias por grama (kcal/g) contra 3,78 kcal/g da ração normal – o teor de gordura salta de 4% para 18,74%. O valor proteico, por outro lado, cai de 22% na ração padrão para 15%. As fibras também são reduzidas de 6% para 3,24%. Já a porcentagem de carboidratos das duas dietas é parecida, em torno de 55%, mas aqueles presentes na Cafeteria têm maior índice glicêmico.

Como essa dieta tem sabor agradável, desencadeia um comportamento alimentar compulsivo. Os animais passam a comer por prazer, como os humanos. Isso leva a uma ingestão calórica maior, aumento da adiposidade e da glicemia e maior resistência à ação da insulina.

Para verificar se a prática de atividade física era de fato capaz de prevenir esse quadro, os animais foram submetidos a um programa de treinamento de dois meses, que incluía 1 hora uma de exercício físico aeróbio na esteira com intensidade moderada, cinco dias por semana.

Os camundongos foram divididos em três grupos. O primeiro, considerado o controle, recebeu a ração normal e permaneceu sedentário. O segundo recebeu a dieta de Cafeteria e também não praticou atividade física. O terceiro recebeu a dieta de Cafeteria e foi incluído no programa de treinamento físico.

Enquanto o aumento de peso no grupo controle foi de 13,3%, nos animais sedentários que receberam a dieta de Cafeteria foi de 21,3%. Já os animais que praticaram atividade física tiveram elevação de peso de 8,7% e não desenvolveram hiperglicemia, intolerância à glicose ou resistência à insulina. Além disso, tiveram um aumento bem mais discreto nos níveis de colesterol. O exercício físico evitou a hipertrofia das células adiposas e a consequente alteração da sinalização celular que contribui para regular o metabolismo energético.

Sinais confusos. Nos animais sedentários, as células adiposas hipertrofiadas passaram a secretar mais substâncias pró-inflamatórias e menos adiponectina – proteína essencial para o bom funcionamento dos mecanismos responsáveis pela captação de glicose.

Esse conjunto de alterações acaba levando à resistência à insulina. E é só uma questão de tempo para esse quadro evoluir para diabetes do tipo 2.

Os adipócitos hipertrofiados também passaram a produzir mais leptina, hormônio responsável por desencadear duas importantes respostas no organismo: inibição do apetite e estimulação do metabolismo energético. Mas quando a massa adiposa e a produção de leptina aumentam muito, o organismo se torna resistente à ação desse hormônio por perda de sensibilidade nos receptores e toda a sinalização de saciedade e gasto energético de repouso fica comprometida.

Como nos animais que praticaram exercícios o tecido adiposo praticamente não aumentou, a leptina ficou estável e continuou desempenhando seu papel de controlar o apetite e estimular o metabolismo energético.

A análise do tecido adiposo mostrou ainda que os animais que praticaram atividade física tinham concentrações maiores da enzima citrato sintase, essencial para que as moléculas de gordura sejam oxidadas para o fornecimento de energia. A produção dessa enzima é estimulada pela atividade mitocondrial, que aumenta com os exercícios.

O treinamento, portanto, não apenas aumentou o consumo de energia no tecido muscular esquelético, como já era esperado, como também o metabolismo energético no próprio tecido adiposo.

Balanço energético. Os animais sedentários alimentados com a dieta de Cafeteria passaram a produzir em menor quantidade uma proteína chamada AMPK, fundamental para o balanço entre a atividade lipolítica – quebra de gordura para consumo – e lipogênica – armazenamento de gordura no tecido adiposo.

Os pesquisadores verificaram que a dieta de Cafeteria induziu nos dois grupos de camundongos o aumento da atividade lipolítica, ou seja, mais moléculas de gordura estavam sendo quebradas e jogadas na corrente sanguínea para serem transformadas em energia.

Mas como os organismos sedentários não têm maquinário adaptado para oxidar esses ácidos graxos e usá-los como fonte de energia, os lipídeos acabam indo para o fígado, onde podem se acumular e causar um quadro de esteatose hepática. Uma parte da gordura volta para o tecido adiposo e é reestocada.

Embora os dados na literatura científica sejam contraditórios, a redução da atividade da AMPK é frequentemente observada em diabéticos do tipo 2 e obesos, e está associada à redução da capacidade oxidativa e aumento da lipogênese.

Já o grupo treinado alimentado com dieta de Cafeteria apresentou aumento significativo da AMPK, contou a pesquisadora, e a repercussão observada foi manutenção da lipólise aumentada, melhora na capacidade oxidativa e menor lipogênese.

A pesquisa orientada por Evangelista deu origem ao mestrado de Talita Sayuri Higa, realizado na Escola de Educação Física e Esporte da USP. Os dados preliminares foram apresentados na 27ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Águas de Lindoia no mês de agosto, onde o trabalho recebeu menção honrosa.

O próximo passo agora é entender melhor o impacto dos exercícios no metabolismo do tecido muscular esquelético para desvendar a cooperação entre tecido adiposo e músculo esquelético para a prevenção de doenças metabólicas.

Fonte: Estadão

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Analgésicos podem provocar mais dor, ao invés de curá-la

Britânicos publicam painel com novas orientações sobre uso do medicamento, para evitar excessos da automedicação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quase 1 milhão de pessoas na Grã-Bretanha sofrem intensas dores de cabeça que são evitáveis, na realidade, e são causadas pela ingestão de analgésicos em excesso, informam médicos do Instituto Nacional de Excelência Clínica e de Saúde (Nice, na sigla em inglês).

De acordo com as orientações da organização, muitas pessoas encontram-se em estado de dependência, após cederem a um “ciclo vicioso” de alívio da dor, o que pode acabar causando ainda mais dores de cabeça.

Pessoas que ingerem medicamentos regularmente, como aspirina, paracetamol e triptan, podem estar causando mais dor do que alívio a si. Enquanto tratamentos de farmácia são eficientes para aliviar dores de cabeça ocasionais, acredita-se que 1 em cada 50 pessoas sofra dores causadas pelo excesso de medicação, e a incidência é cinco vezes maior entre as mulheres.

Não há dados específicos na Grã-Bretanha sobre a incidência do problema, mas estudos em outros países sugerem que entre 1% e 2% da população é afetada por dores de cabeça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) cita estatísticas que apontam que, em alguns grupos pesquisados, a incidência chega a 5% da população.

As novas orientações para os médicos na Inglaterra e no País de Gales são alertar os pacientes para que suspendam imediatamente o uso dos analgésicos. Entretanto, isso pode levar a aproximadamente um mês até que os sintomas eventualmente melhorem.

Os especialistas disseram ainda que devem ser considerados outras opções de tratamentos profiláticos e preventivos — em alguns casos, por exemplo, recomenda-se a acupuntura.

 

Efeito

A forma como os analgésicos atuam no cérebro não é totalmente compreendida pelos médicos. Acredita-se que a maior parte das pessoas afetadas tenha começado a ter dores de cabeça comuns diárias ou enxaquecas e o problema foi se agravando à medida que essas pessoas passaram a recorrer à automedicação frequente.

Em geral, a automedicação se torna um problema sério quando os pacientes começam a ingerir analgésicos por dez a 15 dias todo mês. Isso é um grande problema para a população. O número de pessoas com excesso de uso de remédios para dor de cabeça já é de um a cada 50. Isso representa aproximadamente 1 milhão de pessoas que têm dor de cabeça diariamente ou quase diariamente devido ao uso de analgésicos.

As pessoas com um histórico familiar de dores de cabeça tensionais ou enxaqueca também podem ter uma vulnerabilidade genética ao excesso de medicação para dor de cabeça. Elas podem ser mais suscetíveis aos analgésicos, mesmo que estes não sejam específicos para dor de cabeça.

 

‘Diagnóstico mais preciso’

O Nice sugere que os médicos recomendem acupuntura para pacientes suscetíveis a enxaquecas e dores de cabeça tensionais. Pode se esperar que isso leve mais pessoas a procurarem acupuntura. Há evidências de que a prática é eficaz para a prevenção de enxaquecas e dores de cabeça tensionais.

As orientações deverão ajudar o trabalho dos médicos. As medidas vão colaborar para um diagnóstico mais preciso, recomendações apropriadas e informações baseadas em evidências para aqueles com dores de cabeça perturbadoras. Também vão conscientizar sobre os excessos de automedicação, que podem ser um problema sério para aqueles com dores de cabeça graves.

A dor de cabeça é a doença mais frequente, e uma em cada sete pessoas na Grã-Bretanha sofre de enxaqueca. O problema coloca um peso enorme sobre os recursos do sistema de saúde e a economia de forma geral.

No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

 

Fonte: Bem Estar

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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de Butazona

Amostras do lote em questão foram submetidas a análises que comprovaram que o produto não foi fabricado pelo laboratório
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e inutilização, em todo o país, do produto Butazona, na apresentação 100 comprimidos, lote 3115 FEV 12, com validade até junho de 2014, e na apresentação dez comprimidos, sem número de lote declarado, com fabricação em fevereiro de 2012 e válido até junho de 2014.

De acordo com resolução publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União, a empresa Boehringer-Ingelheim do Brasil, detentora do registro do remédio em território nacional, informou que amostras do lote em questão foram submetidas a análises comparativas visuais de embalagem e análises laboratoriais que comprovaram que o produto não foi fabricado pelo laboratório.

O texto ressaltou que o medicamento, em ambas as apresentações, está sendo comercializado clandestinamente no país. Segundo a Anvisa, a decisão de determinar a apreensão e inutilização do produto foi tomada como medida de interesse sanitário. A resolução entra em vigor na data da publicação.

Fonte: Estadão

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Dieta com antioxidantes traz benefícios a saúde e a beleza

Uma dieta que promete evitar a queda de cabelo, fortalecimento das unhas e retardamento do envelhecimento pode parecer milagre. No entanto, especialistas garantem que alimentos que possuem antioxidantes podem trazer esses benefícios.

Antioxidantes são moléculas que funcionam como defesa do organismo e neutralizam os radicais livres, substâncias que são produzidas em excesso por causa do estresse, da radiação solar, da poluição, do hábito de fumar e até da alimentação ruim. Essa produção excessiva de radicais livres pode destruir as células e causar danos à saúde, como diabetes e infertilidade, e também danos estéticos, como acne, celulite, estrias e rugas.

Para evitar que isso aconteça e combater esses radicais livres, o corpo produz naturalmente moléculas antioxidantes, mas esses benefícios podem ser adquiridos também através da alimentação.  Alguns antioxidantes, por exemplo, são produzidos após a ingestão de alimentos fontes de manganês (cereais integrais, folhas verdes e chás), cobre (nozes) e zinco (sardinha, aveia, carnes e leguminosas).

Mascar cravo também tem ação antioxidante porque os princípios ativos são absorvidos pela mucosa da boca e podem fazer bem à saúde. Além do cravo, outros alimentos também têm esses benefícios, como canela, açafrão, páprica, cominho, açaí, morango, abacate, laranja, uva, acerola, caju e até o chocolate. Temperos como alecrim, manjericão e orégano também são benéficos. Para ter resultado, é preciso comer esses alimentos, no mínimo, uma vez a cada dois dias.

Suco antioxidante

Confira uma receita que tem ingredientes com alto poder antioxidante.

O suco antioxidante pode ser consumido todos os dias e tem frutas vermelhas misturadas com alguns alimentos que podem trazer benefícios para a saúde.

Bata uma polpa congelada de frutas vermelhas com os ingredientes abaixo:
1 colher de café de cravo em pó
1 colher de cacau em pó
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de gérmen de trigo
200 ml de água filtrada

 

Chia emagrece?

Apesar da dieta com antioxidantes parecer milagre, não é tão fácil. A semente de chia, por exemplo, apesar de ser uma fonte de fibras e proteína e dar a sensação de satisfação, sozinha não ajuda a perder peso.

O grão aumenta a saciedade porque, em contato com líquido, incha. Por isso, ela pode trazer benefícios para a dieta por ser nutritiva e por fazer a pessoa comer menos. Mas vale lembrar que o que importa é a alimentação no geral, ou seja, a pessoa não pode achar que comendo apenas a chia vai perder peso.

A chia pode ajudar se toda a dieta for controlada diariamente. Nesse caso, a dica é acrescentar os grãos na alimentação e misturá-los aos alimentos, como na salada, por exemplo.

 

Fonte: Site Bem Estar

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11 benefícios da caminhada para o corpo e a mente

A caminhada controla a pressão, diabetes, protege contra demência e ainda emagrece

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. Existem inúmeros benefícios que a caminhada traz à nossa saúde, porém separamos 11 desses benefícios. Confira e movimente-se:

1.    Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas.

2.    Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. As trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.
A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

 Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença.

4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos.

Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.

A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado.

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.

Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam..

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

 

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