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Tire suas dúvidas sobre a cirurgia de miopia

Técnicas para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo são seguras, mas decisão pela mais adequada deve ser individual, orienta especialista.

miopia Dizer adeus aos óculos é um sonho de muitos. Com a promessa de zerar o grau, a cirurgia refrativa para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo tem sido cada vez mais procurada por aqueles que buscam uma visão perfeita sem o uso de lentes corretivas.

Mas antes de qualquer decisão, é preciso ter paciência. Conhecer como a cirurgia é feita e o que pode dar errado traz mais segurança para o paciente no procedimento – e conversar bastante com um especialista é um passo fundamental.
O oftalmologista Alfredo Tranjan, especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro da Associação Médica Brasileira, falou ao iG sobre o diferentes tipos de cirurgia disponíveis hoje e esclareceu muitas dúvidas que surgem na hora de optar pela cirurgia.

Os tipos

O oftalmologista explica que hoje existem 3 tipos de cirurgia mais utilizados: as técnicas Lasik, ILasik e PRK. A Lasik é feita com um aparelho chamado microcerato. Ele corta fisicamente (com uma fina lâmina) a região ao redor da pupila e levanta a córnea recortada para que o laser corrija o grau.

A técnica mais comum, por ter uma recuperação cirúrgica mais rápida, é a ILasik, que consiste em fazer um flap na córnea do paciente com o laser.

“Fazer um flap é recortar com laser uma ‘tampinha’ que recobre a pupila e então aplicar o laser específico para a correção do grau”, explica o médico.

Tanto a técnica Lasik como a ILasik são indicadas somente para pacientes que têm de 4 até 9 graus de miopia, dependendo da curvatura e da espessura da córnea.

“Depois disso, o resultado não fica bom”, alerta o oftalmologista.

Já a PRK é uma técnica que raspa a córnea, em vez de cortá-la.

“Raspamos apenas as células do epitélio, que é a primeira camada da córnea, com um bisturi específico para o olho. O paciente não pisca e é anestesiado. A técnica é indolor”, afirma Tranjan.

Depois de raspar o epitélio, é só enxugar a córnea com uma esponja e aplicar o laser, que é o mesmo usado nas técnicas Lasik e ILasik. Após a correção, o médico coloca uma lente de contato gelatinosa, que permanece até 72h no local, para a recuperação do epitélio.

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Trajan explica que a primeira camada da córnea, o epitélio, tem um alto poder de regeneração.

“Ele sempre se regenera, não existem casos de que não tenha se regenerado. Normalmente essa camada se recompõe em 48 horas”, diz.

“Quando acontece um trauma na córnea, entre 48 e 72 horas ela está totalmente recuperada”.

A recuperação nessa cirurgia, porém, é mais lenta do que nas outras duas técnicas. Ela também não é recomendada para quem tem graus acima de 4.

“Praticamente não há complicações no PRK. Quando você trabalha com o microcerato, se acontecer alguma coisa, coloca lente e espera regenerar”, explica o oftalmologista.

A aplicação do laser corretivo em todas as cirurgias não dura mais do que 8 segundos para cada olho. No caso do Lasik, em que há necessidade de cortar a córnea com um microcerato, isso leva cerca de 20 segundos. No ILasik, quando o corte é feito pelo laser, a duração é de 10 segundos. No PRK, a raspagem do epitélio também leva cerca de 10 segundos.

Riscos

Toda cirurgia é um risco. Porém, mesmo sendo em um órgão tão nobre do corpo, a cirurgia refrativa não coleciona um histórico pessimista. O oftalmologista Alfredo Tranjan explica que não existe o risco de uma pessoa ficar cega fazendo a cirurgia.

“Fazemos uma série de exames para saber se o olho é sadio. Além de ver o grau, medimos a pressão do olho, verificamos se a retina está íntegra e se não existem outras anomalias dentro do olho. Se tudo estiver sadio, é seguro operar”, explica.
Uma das preocupações mais comuns em que está pensando em se submeter ao procedimento é o descolamento do flap, a camada de córnea que é parcialmente levantada na cirurgia.

“É muito raro descolar, precisa acontecer um trauma muito forte no olho, porém pode acontecer em qualquer época da vida, mesmo anos depois da cirurgia. Nos últimos 20 anos só vi dois casos, em pacientes que praticavam esportes radicais. Mas é necessário alertar aqueles que vão fazer a cirurgia”, conta Tranjan.

Segundo Tranjan, o descolamento do flap não é motivo de pânico, pois o problema tem conserto.

“É só repor na mesma posição, porém o período de recuperação vai variar de 15 a 20 dias”, explica.

Outro receio muito relatado é o medo do flap descolar quando a pessoa coça os olhos.

“O olho não foi feito para ser coçado. Se coçar o olho no pós-operatório imediato, vai atrapalhar a cirurgia. Está tudo frágil, ainda não está aderido. Pode ser que tenha que esperar o epitélio se regenerar de novo”, alerta.

“Todo mundo que opera acaba nunca mais coçando o olho, de tanto temor. As pessoas fazem compressas geladas e a coceira passa.”

A recomendação médica é que, após a cirurgia, o paciente fique 30 dias sem entrar no mar e sem ir à academia.

“Ele poderia voltar tudo em 1 semana, pois esse é o tempo de recuperação, mas como as pessoas costumam abusar, ou talvez o risco de tomar uma cotovelada no olho, por exemplo, recomendamos 30 dias.”

Existe, porém, o risco do flap cicatrizar errado ou literalmente enrugar, caso a pessoa esfregue o local. Se isso acontecer, será preciso voltar ao médico, que lavará, hidratará e colocará o flap na posição normal.

“Quando o flap enruga, o paciente vai começar a enxergar embaçado, porém não sentirá dor”, diz o oftalmologista, recomendando que o paciente vá ao médico assim que perceba algo errado.

Olho seco

Quem conhece várias pessoas que já se submeteram à cirurgia refrativa, provavelmente já ouviu alguém reclamar de que ficou com o olho seco.

“Existem duas causas para olho seco. Uma delas é uma doença, e a pessoa deve fazer o teste de Schirmer para medir a quantidade de lágrimas. Se for insuficiente, não indicamos a cirurgia. Outros podem ter olho seco por conta de uma doença na pálpebra, a blefarite. Essa doença altera a composição da lágrima, mas é tranquilamente curada com pomadas e xampús”, explica Trajan.

No caso do olho seco pós-operatório, Tranjan explica que, como a curvatura da córnea é alterada, existe uma distribuição diferente das lágrimas na superfície do olho, uma situação que dura de 30 a 90 dias.

“Depois isso tudo volta ao normal, por isso receitamos colírios de lágrimas artificiais nesse período. Se o paciente trabalha sob o sol ou no ar-condicionado, a sensação de olho seco vai aparecer por um tempo maior. Nesse caso, a recomendação é evitar o sol e usar óculos de sol. No caso do ar condicionado, usar a lágrima artificial”, recomenda.

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E se a miopia voltar? O oftalmologista esclarece que esse problema era mais comum nos lasers antigos, pois o tipo de aplicação não era personalizado para as características individuais de cada paciente.

“Hoje em dia é muito difícil de acontecer. Trocamos pelos lasers da nova geração há um ano e meio”.

Para fazer a cirurgia é necessário ter mais que 21 anos, ter o grau estabilizado e estar há ao menos três dias sem usar lentes de contato, pois elas alteram a curvatura da córnea e com isso impedem oftalmologista de mensurar o grau correto. Também necessário avaliar com cuidado a real necessidade de fazer a cirurgia.

“É importante analisar caso a caso. Um arquiteto, por exemplo, trabalha muito com detalhes, minúcias, e precisa ter uma visão perfeita para perto. E se a cirurgia não ficar exatamente como ele espera? Ele provavelmente ficará insatisfeito. O mais importante sempre é garantir a qualidade de visão. A conversa do médico com o paciente é muito importante”, diz.

Fonte: http://saude.ig.com.br/

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Hepatite C pode favorecer o diabete

O vírus que causa flagelos ao fígado é acusado agora de financiar o diabete. Felizmente, os cientistas vislumbram uma nova era na caçada ao micro-organismo que já infectou 170 milhões de pessoas ao redor do globo. Veja como eles estão fechando o cerco.

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Silencioso. Todo médico recorre a esse adjetivo para descrever o ataque do inimigo que carrega, em sua ficha criminal, a denúncia de ser o maior responsável por um colapso no fígado. Descoberto há 20 anos, o vírus da hepatite C está na lista dos bandidos que assaltam o corpo sem dar bandeira durante décadas e, quando são flagrados, já causaram consideráveis estragos. Hoje o réu, que se vale do sangue para contaminar suas vítimas, não responde tanto por novos contágios. Desde que foram adotadas medidas de segurança, como uma triagem mais rigorosa nas transfusões nos anos 1990 e a consolidação do emprego de agulhas descartáveis, a transmissão despencou.

A questão, porém, é que milhões de brasileiros entraram em contato com o VHC, a sigla que classifica o infeliz, antes desse período e só agora sofrem as retaliações da invasão. “Vivenciamos atualmente uma epidemia de diagnósticos”, sentencia o infectologista Evaldo de Araujo, do Laboratório de Hepatites Virais do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O problema é que muitos casos ainda são detectados tardiamente”, constata Ricardo Gadelha, coordenador do programa de hepatites virais do Ministério da Saúde. A essa altura, o fígado já foi assolado por uma cirrose ou por um câncer. Aí, a única solução é o transplante.

Só que os atentados ao corpo não se restringem a esse órgão. Os especialistas colhem cada vez mais provas de que a forma crônica da hepatite C abre caminho ao diabete tipo 2. “Há algum tempo já percebemos que a prevalência desse distúrbio em portadores de hepatite é muito alta”, diz o hepatologista Edison Parise, da Universidade Federal de São Paulo. Até o momento, existem duas explicações para o elo, e tudo depende da identidade do vilão que se apodera do fígado. “O vírus do tipo 3 induz a resistência à insulina, o fenômeno que antecede o diabete”, explica Parise. “Já as versões 1 e 2 estão relacionadas ao acúmulo de gordura na glândula, condição que também favorece a doença.” Aliás, o processo de engorda do fígado é marca registrada em quase 70% dos pacientes de hepatite.

Os médicos têm bons motivos para dar ordem de prisão ao vírus o mais cedo possível. “Quando ele é eliminado, a resistência à insulina desaparece”, exemplifica Parise. Evitar que o malfeitor tenha condições de prosperar é o jeito de impedir o depósito de gordura no fígado e, de quebra, o próprio diabete. “E esses fatores favorecem a progressão da hepatite em si, propiciando graves lesões hepáticas”, alerta Parise. “O câncer de fígado é de três a quatro vezes mais frequente em quem apresenta ambas as doenças.”

Ora, já deu para notar que o sucesso da caçada depende de um diagnóstico precoce. “Todo indivíduo que se submeteu a uma transfusão de sangue antes de 1993, envolveu-se em acidentes com agulhas ou compartilhou seringas deve fazer o exame que acusa o vírus”, avisa Ricardo Gadelha. Mas não dá para se fiar na memória nem no excesso de confiança. “Entre 25 e 30% dos pacientes não sabem como contraíram a doença”, revela a hepatologista Rosângela Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordena um estudo pioneiro sobre o impacto das hepatites na população mineira.

Investigar é preciso. Não só para bolar o contra-ataque mas também para se certificar da necessidade do tratamento, que é protagonizado por uma dupla medicamentosa que deve ser utilizada ao longo de 24 a 48 semanas. O interferon, aplicado por meio de uma injeção, e a ribavirina, uma droga de uso oral, ampliam a ação do sistema imune e desarticulam a devassa no fígado. “A eficácia da terapia chega a 85% nos portadores dos vírus dos tipos 2 e 3 e a 50% se for o tipo 1″, conta o hepatologista Giovanni Faria Silva, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. O especialista lidera uma pesquisa internacional com 2 500 pacientes cujo objetivo é verificar até que ponto a terapia surte uma resposta virológica sustentada — o que, cá entre nós, dá para traduzir como cura.

O dilema é que a dupla dinâmica de medicamentos ainda deixa a desejar. “O tratamento apresenta efeitos colaterais expressivos, como anemia e depressão, e metade dos casos da forma mais comum de hepatite C não responde a ele”, lamenta Evaldo de Araujo. Por isso, os cientistas queimam neurônios em busca de estratégias de combate certeiras. Felizmente, já conseguem visualizar, num futuro não tão distante, uma nova era nessa batalha. O pelotão é encabeçado pelos inibidores de protease, comprimidos capazes de anular uma enzima crucial à multiplicação do vírus. “Só que eles não substituem a terapia padrão”, diz Silva. Um estudo americano acaba de mostrar que, aliados ao interferon e à ribavirina, os tais inibidores de protease multiplicam as chances de cura e cortam pela metade o tempo de tratamento.

Para cercar o vírus causador da hepatite C por todos os lados, outros agentes deverão ser recrutados. É o caso dos inibidores de polimerase. “Eles bloqueiam outra enzima necessária à formação de novas partículas virais”, diz o imunologista Ed Gustavo Marins, da Roche, laboratório que desenvolve a droga. A empresa testou em laboratório a parceria entre os dois inibidores e obteve resultados muito promissores. “Notamos que um potencializa o efeito do outro”, afirma Marins. Ainda ninguém sabe, porém, se a dupla, sozinha, seria uma alternativa à terapia atual.

Já foi uma imensa labuta colocar o agente da hepatite C no tribunal. Mas ninguém discute que uma tarefa mais complicada será silenciá-lo em definitivo. Com a palavra, o cientista americano que descobriu o arqui-inimigo do fígado, Qui-Lim Choo: “Ele é como um camaleão, que troca de cor para se adaptar ao ambiente e, assim, escapar das nossas defesas”. Seu colega brasileiro Evaldo de Araujo arremata: “Como o vírus sofre muitas mutações, consegue enganar os anticorpos produzidos pelo organismo”. Esse é o desafio de estudiosos da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, que testaram em ratos moléculas que impedem a entrada do vilão nas células — os anticorpos monoclonais. “Esperamos que eles possam ser usados em combinação com drogas antivirais em pacientes recém-diagnosticados”, conta a investigadora Deborah Molrine.

E que tal uma vacina com potencial para prevenir a infecção e, de quebra, auxiliar na terapia convencional? É em cima dessa solução que trabalha o homem que desmascarou o micro-organismo. “Há muitas dificuldades, a começar pela natureza do vírus e por sua variedade”, conta Choo. “Mas já mostramos há 18 anos que o imunizante é capaz de proteger chimpanzés.” A despeito dos entraves — que passam inclusive pelo alto custo das pesquisas —, a vacina deveria agir em duas frentes: instigar a fabricação de anticorpos e estimular as tropas de defesa contra o vírus. Não por menos, poderia ser convocada para incrementar o tratamento, fazendo parte de um coquetel anti-hepatite C. “Estou muito entusiasmado com a ideia”, diz Choo. Se depender dele e dos seus companheiros de luta, o vírus enfrentará, em breve, terríveis anos de chumbo. “Estamos no início do túnel, mas já conseguimos vislumbrar uma claridade”, vale-se da metáfora o médico Giovanni Faria Silva.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

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Cuidados com a saúde dos ossos dos 20 aos 50 anos

Entre todas as preocupações com a saúde e a aparência do corpo, os ossos costumam ser relegados a um segundo plano. Mas, como principal equipamento natural de sustentação do corpo, eles merecem ser alvo constante de atenções e cuidados ao longo de toda a vida – para garantir bem-estar duradouro e evitar maiores complicações na terceira idade.

ossos

“O pico de massa óssea se dá na terceira década de vida, na maioria das pessoas”, explica Marcelle Xavier, geriatra do Hospital Icaraí, em Niterói (RJ), e especialista em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense.

A partir de então, a densidade mineral óssea começa a cair progressivamente. Mulheres na pós-menopausa perdem entre 0,5% e 1,5% da massa óssea ao ano e precisam de atenção e cuidados mais intensivos.”

A razão para a saúde dos ossos preocupar mais às mulheres é simples: os hormônios femininos são importantes para fixar o cálcio, e a falta desse mineral é o que acaba enfraquecendo os ossos.

“No período do climatério (menopausa), é muito importante procurar o ginecologista para fazer um acompanhamento adequado e avaliar a necessidade de reposição hormonal; a partir daí, são recomendadas consultas anuais”, recomenda o ginecologista Renato Sá, membro da diretoria da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro.

Para cuidar dos ossos, medidas simples, porém eficazes, devem ser seguidas ao longo de toda a vida.

Quem quer ter uma massa óssea saudável deve ficar atento a quatro hábitos básicos, aponta o ortopedista Eduardo Vasquez, do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro (RJ), e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia: alimentação, prática de exercícios físicos, exposição ao sol e sono.

Doenças metabólicas hormonais, como problemas da tireiode e paratireiode, diabetes e Doença de Cushing são as causas mais comuns de patologias ósseas associadas, assim como a desnutrição nas fases iniciais da vida, que ainda é também causa importante de doença óssea no Brasil.

“Os sintomas mais comuns são o cansaço crônico, o excesso de sono e fraturas ocasionadas por pequenos traumas”, exemplifica Vasquez. Nestes casos, exames laboratoriais de rotina podem levar ao diagnóstico de doenças nutricionais e/ou metabólicas.

Para evitar transtornos, o ideal é cercar-se de cuidados desde cedo.

“O melhor tratamento para as doenças ósseas ainda continua sendo a prevenção”, garante Leinita Balbino, chefe do setor de Geriatria do Hospital Balbino (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

“Hábitos saudáveis de vida são a única garantia para uma velhice sem maiores problemas de saúde. Envelhecer não é fácil, e sem saúde fica muito mais difícil ter qualidade de vida nessa fase.”

Veja a seguir os principais cuidados recomendados por especialistas a serem tomados em cada faixa etária para garantir aos ossos uma saúde de ferro:

20 anos – Fase de captação e armazenamento do estoque ósseo

Pratique exercícios físicos regularmente: a atividade física preserva a absorção do cálcio pelos ossos, além de aumentar a resistência e o metabolismo ósseo. Deve ser mantida em todas as faixas etárias da vida, como medida principal de prevenção de problemas ósseos.

Tenha uma alimentação equilibrada: uma dieta rica em vitaminas e sais minerais deve incluir ainda porções ideais de cálcio, matéria-prima mais importante da estrutura óssea. Alimentos ricos em cálcio, como verduras, derivados do leite e carnes brancas, auxiliam a sua absorção durante a digestão dos alimentos. Também é cuidado que deve ser mantido ao longo de todas as demais faixas etárias.

30 anos – Fase de captação e armazenamento do estoque ósseo

Exponha-se moderadamente ao sol: para estimular a produção de vitamina D, é fundamental tomar sol em horários adequados – ou pela manhã ou ao final da tarde.

Evite o sedentarismo e o fumo: o problema está ligado à interação entre o fumo e o hormônio feminino, somada à liberação de radicais livres. O cigarro também diminui a função da célula responsável pela produção da matriz óssea, o que também ocasiona uma maior dificuldade para fumantes na consolidação de fraturas.

40 anos – Fase de manutenção do estoque ósseo

Dê atenção à qualidade do sono: é durante os períodos de repouso que o organismo libera hormônios que ajudam na captação do cálcio ao osso.

Monitore bem o uso de algumas medicações: o uso de glicocorticóides e de alguns anticonvulsivantes específicos também contribui para a perda da qualidade dos ossos e deve ser sempre monitorado e acompanhado por médicos.

Mantenha um acompanhamento médico na menopausa: no período do climatério, as mulheres devem procurar o ginecologista para fazer um acompanhamento adequado e avaliar a necessidade de passar por uma reposição hormonal.

50 anos – Fase de diminuição do estoque ósseo

Faça complementação de cálcio e vitamina D: recomendada mesmo em dietas já ricas nos dois componentes. Em relação à vitamina D, o cuidado deve ser ainda maior, já que idosos em especial estão mais sujeitos à deficiência da vitamina devido ao fato de a produção cutânea e a estocagem serem reduzidas ao longo dos anos.

Visite o médico regularmente: é recomendado acompanhamento médico para rastreamento e prevenção, além da realização anual de exames de densitometria óssea para detecção da osteoporose .

Fonte: http://saude.ig.com.br/

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Caxumba é papo de adulto

Essa doença não ficou no passado nem privilegia as crianças. E atenção: em gente grande ela é até mais perigosa.

caxumba

Hipócrates, o pai da medicina, relatou, no século 5 a.C., um mal que deixava suas vítimas com papo de pelicano, febre alta e dor ao salivar e mastigar. Sim, o sábio grego já estava descrevendo a caxumba. Mas, apesar do registro tão antigo, ela não é um assunto velho. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o número de infectados na região cresceu ligeiramente. Foram 150 casos em 2011, sem nenhum óbito, ante 163 em 2012, com duas mortes. Além disso, em 2013 foram identificados surtos na Austrália, no Paquistão e nos Estados Unidos.

Nos séculos passados, a caxumba era quase uma exclusividade dos pequenos. Isso começou a mudar só no final dos anos 1960, quando foi desenvolvida uma vacina contra o paramyxovírus, o causador da doença — hoje, ela compõe a tríplice viral, que também protege contra sarampo e rubéola. Assim, nas décadas seguintes, a maioria das crianças foi imunizada, diminuindo a incidência da encrenca nessa turma. Acontece que, embora a vacinação na infância costume levantar uma barreira contra a chateação na fase adulta, às vezes seu efeito se esvai com o tempo, principalmente
se a aplicação é inadequada. Daí o porquê de o paramyxovírus passar a acometer o pessoal que deixou a escola faz tempo. “Esse vírus, vale lembrar, é altamente transmissível pelas vias aéreas”, diz Gilberto Turcato Junior, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Ou seja, basta espirrar ou tossir para que ele se espalhe.

“Doenças que habitualmente incidem em crianças, quando surgem em outras faixas etárias, tendem a ser mais intensas”, alerta Celso Granato, chefe do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. A medicina não matou essa charada, mas se acredita que as defesas de um corpo maduro, ao enfrentarem a infecção, acabem desencadeando efeitos mais nocivos do que benéficos. O diagnóstico tardio, por negligência ou desconhecimento dos sintomas, ajudaria a agravar a situação.

Afinal, qual é o plano de ataque do paramyxovírus? Depois de entrar no corpo pelo nariz ou pela boca, ele se multiplica e, aí, cai na corrente sanguínea, onde começa sua viagem — o destino primário são as glândulas salivares. O organismo, por sua vez, não baixa a guarda e ativa as células de defesa, que criam uma reação inflamatória. O inchaço decorrente do combate surge de um só lado da mandíbula ou dos dois, e regride espontaneamente, de uma a três semanas após o início da infecção. Mas o paramyxovírus não conhece fronteiras: chega a afetar lugares como os órgãos reprodutores, as mamas, o pâncreas, o cérebro, o sistema auditivo e até o coração.

Ameaças diversas
Entre os efeitos comuns do vírus está a orquite, a inflamação nos testículos, que dá as caras em 50% dos adolescentes com caxumba e em 20% dos adultos infectados. Mais uma vez, pode se manifestar uni ou bilateralmente. “Uma das possíveis consequências, ainda que rara, é a esterilidade”, ressalta Granato.

As mulheres também sofrem com o pequeno adversário. Chamada de ooforite, a inflamação de um ou de ambos os ovários ocorre em 5% dos episódios no período após a puberdade, mas dificilmente isso progride para a infertilidade. Acima dos 15 anos, o índice de mastite — a inflamação das mamas — é de 15%. Em tempo: se apenas um dos lados é comprometido, o outro não fica protegido em uma eventual segunda infecção pelo paramyxovírus.

A caxumba chega até a comprometer as meninges, membranas que revestem a massa cinzenta e a medula espinal. Quando isso acontece, 60% dos pacientes reclamam de rigidez na nuca. “Mais comum no sexo masculino, a meningite viral é autolimitada”, explica Maria Claudia Stockler de Almeida, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso quer dizer que o próprio organismo geralmente consegue se livrar do perigo. Agora, existem situações em que a meningite foge do controle e põe em risco a vida do enfermo. Outra razão para acompanhar sua evolução de perto, sempre orientado por um especialista.

O tratamento clássico da caxumba é realizado com analgésicos, antitérmicos e repouso. Indivíduos que tomam medicamentos anticoagulantes, como aqueles à base de ácido acetilsalicílico, merecem atenção redobrada. Isso porque o vírus golpeia as plaquetas do sangue, células que auxiliam na coagulação, e, em conjunto com a ação dessas drogas, provocaria sangramentos.

Se o quadro é grave — e em especial quando aparecem alterações neurológicas —, os médicos optam por remédios mais fortes. “A ideia é evitar um processo autoimune e, ao mesmo tempo, manter a capacidade de o organismo combater a doença”, esclarece Raquel Muarrek, infectologista do Hospital e Maternidde São Luiz, na capital paulista.

Para fugir disso tudo, confira sua carteira de vacinação. Se não tem uma nem sequer sabe quais injeções recebeu, vá direto para o consultório e confira com o médico se precisa se imunizar. “Duas semanas após a aplicação da vacina tríplice viral, você já terá produzido quantidade suficiente de anticorpos contra a caxumba”, aponta Janete Kamikawa, pediatra e infectologista do Fleury Medicina Diagnóstica, em São Paulo. Está aí uma solução fácil para escapar de um oponente que, acredite, não liga para a sua idade.

Futuras mamães, cuidado!
Durante a gravidez, sobretudo no primeiro trimestre, a caxumba acarreta risco de aborto espontâneo. Por outro lado, não há evidências de que ela, por si só, culmine em malformação congênita. Só um alerta: gestantes não vacinadas na infância estão proibidas de tirar o atraso. Mulheres nem deveriam engravidar nos três meses seguintes à imunização.

Uma blindagem eficaz
O Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas aplicações da vacina tríplice viral: uma no primeiro ano de vida e outra entre os 4 e os 6 anos. Se você tiver pulado uma dessas etapas, o risco de sofrer com caxumba quando mais velho sobe. De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres entre 12 e 49 anos e homens de até 39 anos sem prova de imunização podem ser vacinados. Converse com seu médico.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

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O que fazer ao se queimar

Existem três graus de queimadura, conforme a profundidade da lesão. Esta, por sua vez, é determinada pela temperatura do agente causador e pelo tempo de exposição a ele. Todas as queimaduras doem muito, mas, paradoxalmente, as de primeiro grau são mais dolorosas que as de terceiro. Elas, no entanto, costumam ser cuidadas em casa. Bolhas grandes são sinal de que é preciso ir ao hospital.

queimadura

QUEIMADURA DE PRIMEIRO GRAU
O que é uma queimadura de primeiro grau:
Ela provoca apenas vermelhidão, porque só afeta a camada mais externa da pele, a epiderme. No entanto, é bastante dolorosa. Isso porque, de acordo com o cirurgião plástico Marcelo Borges, presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), estimula aqueles nervos responsáveis pelo tato. A lesão cicatriza naturalmente. É a mais comum nos acidentes domésticos — basta um esbarrão no forno ou no ferro de passar. Também pode surgir quando a pessoa se expõe ao sol sem proteção.

O que não fazer:
• Não assopre — em contato com o ar, a lesão dói mais.
• Não use gelo — o frio exagerado pode suspender a circulação do sangue no local.
• Não aplique pasta de dente, nem alimentos como ovo, óleo de cozinha, manteiga ou borrão de café — além de dificultarem o diagnóstico, eles precisam ser retirados pelo médico, causando ainda mais dor. Sem contar o risco de infecção.
• Não use pomadas à base de picrato de butensin — esse produto já foi proibido nos Estados Unidos.
• Não force a retirada da roupa grudada na pele — tire apenas o que se soltou.

O que fazer:
1 – Resfrie a região por alguns minutos com água corrente ou compressa de água gelada — nunca gelo. Isso bloqueia a onda de calor que se forma na pele queimada. Se ela for adiante, uma queimadura de primeiro grau pode evoluir para segundo.
2 – Ainda que seja uma queimadura pequena, não a subestime se ela incomodar. Proteja-a com um pano limpo ou com filme plástico — desses usados para cobrir alimentos. E então procure atendimento médico. Tirar a lesão do contato com o ar já reduz a dor.

QUEIMADURA DE SEGUNDO GRAU
O que é uma queimadura de segundo grau:
Ela atinge não só a camada mais externa, a epiderme, como parte da derme, a segunda camada da pele. Eventualmente, pode necessitar de cirurgia reparadora para cicatrizar. Nela, surgem bolhas porque, extremamente aquecidos, os vasos da derme se dilatam e deixam escapar o soro do sangue. Por conta desse vazamento de líquido, aliás, a queimadura de segundo grau pode causar desidratação. Além disso, após as primeiras 48 horas, ela predispõe a infecções no local queimado, que, malcuidadas, podem se tornar até generalizadas se a colônia de bactérias ganhar a corrente sanguínea.

O que fazer se as bolhas são pequenas:
1 – Resfrie a região afetada com água corrente ou compressa de água gelada.
2 – Depois, lave com água corrente e sabão neutro.
3 – Aplique uma pomada de sulfadiazina de prata na região, mantendo-a arejada.
4 – Tome um analgésico.

O que fazer se as bolhas são grandes:
1 – Depois de resfriar a área, proteja as lesões com um pano limpo ou filme plástico — usado para cobrir comida — e corra para um pronto-socorro.
2 – Não aplique nada sobre o local, nem mesmo a pomada de sulfadiazina de prata. No hospital, é possível que a vítima tenha que tomar a vacina antitetânica por conta do risco de infecção.

QUEIMADURA DE TERCEIRO GRAU
O que é uma queimadura de terceiro grau
Ela destrói toda a espessura da pele e atinge o tecido subcutâneo, com risco de chegar até os ossos. Dada a profundidade das lesões, pode causar infecções, provocar amputações ou até matar. O tratamento geralmente é demorado e requer várias cirurgias reparadoras. A lesão de terceiro grau costuma ser esbranquiçada, endurecida e insensível ao toque, já que, nesse nível, o calor destruiu completamente as terminações nervosas. Nesse grupo estão, principalmente, as queimaduras provocadas por choques elétricos e produtos químicos.

Em primeiro lugar:
Chame o serviço de emergência se a pessoa estiver com boa parte do corpo comprometida.
O que fazer:
1 – Resfrie a região com água corrente ou compressa de água gelada. Ainda que a pele esteja totalmente chamuscada, é preciso insistir em conter o calor.
2 – Não tente tirar à força pedaços de roupa grudados nos ferimentos, mesmo após o resfriamento.
3 – Remova a vítima para o pronto-socorro mais próximo, com as lesões cobertas por pano limpo ou filme plástico, aquele usado para proteger comida.

QUEIMADURA QUÍMICA
Causada por produtos químicos, como o próprio nome diz, ela pode danificar os tecidos profundamente, como se tivesse sido provocada por fogo. Em casa, tome cuidado com soluções para limpeza de azulejos, pedras ou mármore.

Como proceder:
1 – Retire o produto químico usando água corrente em abundância por vários minutos. Depois, faça compressas de água gelada.
2 – Remova a roupa contaminada em que o produto respingou. Evite que ela tenha contato com partes do corpo não afetadas.
3 – Retire o rótulo do produto que causou o acidente para mostrar ao médico.
4 – Leve a vítima para o pronto-socorro.

Fonte: Revista Saúde

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Precaução da gripe H1N1

O médico Dr. Vinay Goyal alerta que o problema da gripe (H1N1) não é tanto o contato com o vírus, mas a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção, há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias. Infelizmente, estas precauções, relativamente simples, não são divulgadas suficientemente na maior parte das comunicações oficiais.

h1n12

Eis algumas precauções:

1. Como mencionado na maior parte das publicidades, lave as mãos freqüentemente.

2. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos.

3. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contato com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha. Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada. Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.

4. Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus. O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da Índia.

5. Reforce o seu sistema imunitário comendo alimentos ricos em vitamina C. Se a vitamina C for tomada sob a forma de pastilhas ou comprimidos, assegure-se de que contém Zinco, a fim de acelerar a absorção da vitamina C.

6. Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.). As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação.

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Vacinas injetáveis contra a poliomielite

O adversário está prestes a ser vencido e, por isso, todo cuidado é pouco para evitar novas ofensivas. Coordenada pelo Rotary International em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio aponta queda de 99%nos casos da doença desde 1998, quando se intensificaram as ações de vacinação. No Brasil, por exemplo, há 24 anos não há registro de ataques do poliovírus selvagem. E a grande responsável por esse controle é a vacina oral (VOP), criada pelo cientista americano Albert Sabin na década de 1950.

vacina polio

Segundo diretores de Saúde Pública, o baixo custo e a facilidade de administração possibilitaram a imunização de milhões de crianças nas áreas mais remotas do país. Goela adentro, as gotas — que inspiraram o surgimento do personagem Zé Gotinha — estimulam a produção de anticorpos na mucosa da boca e no sistema gastrointestinal. Então, o vírus usado em sua formulação é eliminado pelas fezes, processo que tem a vantagem de “vacinar” indiretamente quem venha a ter contato com ele.

O problema é que esse vírus está apenas atenuado, podendo sofrer mutação e tornar a ficar ativo. Com isso, há um risco — mínimo, é verdade — de a Sabin causar a doença: em duas décadas, depois de 1,38 bilhão de doses distribuídas em território nacional, 48 casos de paralisia foram associados à vacina. Para eliminar o pólio de vez, com o tempo temos de migrar para a versão feita com vírus morto. E essa mudança de estratégia começa a ser adotada no Brasil: em agosto de2012, a defesa que vem na seringa entrou para o nosso calendário oficial.

Assim como o Brasil, boa parte do planeta felizmente já está na fase final do embate contra a poliomielite, refinando as ações e cortando pela raiz até mesmo a chance ínfima de desenvolver o vírus vacinal. Não é o caso, porém, de baixar a guarda. Na virada para o século 21, por exemplo, a enfermidade recrudesceu em países da Ásia e da África. Reforços nas campanhas de imunização conseguiram refrear os estragos, mas hoje ela permanece endêmica no Paquistão, no Afeganistão e na Nigéria — regiões nas quais as equipes de saúde enfrentam boatos de que as vacinas estariam sendo usadas para espalhara aids ou esterilizar as mulheres.

É claro que o micro-organismo ignora fronteiras, podendo assim se espalhar por locais onde já tinha desaparecido. O estado de alerta permanente faz sentido, uma vez que se trata de uma doença altamente contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa num mecanismo fecal-oral — isto é, por secreções respiratórias ou contato com água e alimentos contaminados.

Vale lembrar que, embora tenha ganhado a alcunha de paralisia infantil, o problema não é apenas pediátrico, é que as crianças menores ainda estão desenvolvendo suas defesas e têm maior dificuldade em bloquear o ataque, ficando mais suscetíveis a desenvolver o mal.

Três tipos de agentes infecciosos são capazes de provocar a moléstia, e todos são igualmente combatidos tanto pela vacina oral quanto pela injetável. Quando eles conseguem vencer as barreiras imunológicas, os sintomas são muito parecidos com os de uma infecção qualquer, como febre e dor de cabeça. É um diagnóstico difícil. Só depois de alguns dias, quando um dos membros começa a apresentar flacidez, é possível diferenciar a doença. Em geral, a invasão começa mais embaixo, na medula, na região enervada responsável por fazer o músculo funcionar. Assim, as pernas enfraquecem e atrofiam. Quando o processo acontece num ponto mais alto da medula, pode levar à morte, porque atinge as funções respiratórias e de deglutição.

Com tamanha gravidade e capacidade de desencadear sequelas pelo resto da vida, a recomendação é ficar de olho nas campanhas de vacinação e não dar trégua a esse inimigo silencioso capaz de aproveitar qualquer brecha para voltar a dar as caras.

Fonte: Revista Saúde

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Conheça alguns hábitos que ajudam a ter uma saúde mais plena

saude

Comer melhor. O cuidado com o que vai no seu prato é um dos pontos centrais para alcançar uma maior qualidade de vida. O abuso de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares é um gatilho para doenças como infarto, derrames, hipertensão, obesidade, diabetes e até câncer. Em contrapartida, é fácil incluir no cardápio alimentos heróis da resistência e da longevidade. Cientistas concluíram que consumir mais oleaginosas (nozes, castanhas, avelãs, amêndoas e pistache) reduz o risco de males cardíacos entre 25% e 39%, quando consumidos cinco vezes por semana. Elas são ricas em gorduras boas, em especial o ômega 3, que diminuem as taxas de colesterol ruim e evitam a formação de placas de gordura que obstruem as artérias.

Durma bem. Repor as energias do dia com uma boa noite de sono é mais do que importante, é essencial! Dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Pessoas que relataram insatisfação com a saúde tinham também má qualidade de sono.
Uma pesquisa afirma que quem sofre de insônia crônica corre três vezes mais risco de morrer em comparação à pessoas que não sofrem com o problema. Para os pesquisadores, o ideal são pelo menos 7 horas e meia de sono por dia.

Mexa-se. Os benefícios da atividade física para a saúde do organismo somam uma lista extensa. Dizer não ao sedentarismo significa afastar de perto doenças como a obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, além de dar mais disposição e energia. Para colher todos esses benefícios, basta andar. Uma pesquisa comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. O cérebro também fica mais afiado. Um estudo recente publicado na revista Neuroscience, mostrou que durante os exercícios o corpo produz uma substância que estimula o nascimento de novos neurônios, o que melhora nossas atividades cognitivas, em especial a memória.

Controle os nervos. Apesar de não ser considerado doença, o estresse pode favorecer o aparecimento de doenças psico-fisiológicas e, por isso, precisa ser observado e controlado. Psicólogos afirmam que, quanto maior for o nível de estresse, maior será a deteriorização física e psicológica da pessoa.
O estresse também é fator de risco para os problemas do coração.

Respire bem. Separar uns minutinhos para prestar atenção na respiração pode ser a receita ideal para combater os desgastes mentais e físicos e, até a insônia, aumentando assim a sensação de bem-estar.

Apague o cigarro. Por falar em respiração, não é só da sua que você precisa cuidar não. Já parou para pensar que seu cigarro causa males terríveis ao seu organismo, mas também das pessoas ao seu redor?! Os fumantes precisam prestar atenção aos males do cigarro para o próprio organismo. Estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano, no Brasil, são decorrentes do tabagismo, responsável pelos riscos aumentados de câncer de pulmão, de boca e doenças cardiovasculares.

Aprenda a gostar de você. Trabalhe o seu autoconhecimento e sua autoestima para viver melhor. Terapeutas explicam que o conceito que temos sobre nós mesmos é definidor de como nos colocamos e nos portamos na vida, define o valor que vamos dar a nossa pessoa, ao nosso trabalho, as nossas opiniões, as nossas vontades, e aos cuidados para o nosso corpo e nossa saúde. E isso faz toda a diferença. Por isso é essencial ter um bom referencial de si mesmo, saber reconhecer seus valores, suas qualidades, e não ficar só se criticando, se cobrando, focado apenas nas suas limitações e dificuldades.

Fonte: Minha Vida

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Substitua os alimentos refinados por integrais e mantenha uma dieta equilibrada.

Os alimentos refinados e integrais têm praticamente o mesmo valor calórico, mas há uma grande diferença nas propriedades nutricionais de cada um deles.
Os integrais têm muito mais nutrientes, minerais e fibras e podem reduzir o risco de doenças do coração, AVC, infarto, diabetes, obesidade e até mesmo câncer.
O valor nutricional do integral é maior porque, durante o processo de refinamento dos alimentos, grande parte dos nutrientes é perdida – principalmente no caso do farelo e do gérmen (trigo), que são retirados nesse procedimento. Por isso, uma alimentação com integrais é muito mais saudável e nutritiva do que uma alimentação com refinados.

integrais

Fonte: Bem Estar

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Saiba como evitar os maiores erros ao tomar remédios orais

Triturar o comprimido para facilitar a digestão

Com a justificativa de facilitar a deglutição, também é comum as pessoas triturarem o comprido ou cortá-lo ao meio, prática que também pode interferir na absorção pelo organismo. Segundo especialistas, os únicos comprimidos que podem ser cortados ao meio são aqueles que possuem uma linha no meio, desenhada inclusive para facilitar o corte.
Os problemas nesse caso são muito parecidos com o de ingerir o remédio fora da cápsula – o corpo irá absorvê-lo mais rápido do que deveria, levando a uma intoxicação. O desenho do comprimido foi feito para facilitar a ingestão da quantidade necessária de medicamento e o contato do comprimido com o ácido gástrico deve dissolvê-lo e quebrá-lo em partículas que serão absorvidas. Se houver maior dificuldade para ingerir o comprimido, é necessário conversar com o seu médico para buscar formulações alternativas.

Tomar o medicamento acompanhado de líquidos com sabor

O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos de medicamentos é a água.
Especialistas explicam que algumas medicações desencadeiam reações químicas quando ingeridas com sucos, leite, refrigerantes, chás ou café, que podem comprometer sua eficácia. Um bom exemplo são os antibióticos com tetraciclina na composição – essa substância reage na presença de cálcio, e portanto tem sua eficácia comprometida se ingeridos com leite.

Outra combinação perigosa e muito conhecida é remédio e bebidas alcoólicas. O álcool pode tanto potencializar quanto neutralizar os efeitos de um medicamento, em alguns casos ativando enzimas que transformam o remédio em substâncias tóxicas para o organismo.

Ingerir o comprimido sem beber água

Assim como não é recomendada a ingestão de medicamentos com outros líquidos que não sejam água, tomá-lo a seco também pode trazer malefícios.
Médicos dizem que existe o risco da medicação ficar parcialmente retida no esôfago, podendo haver irritação na mucosa em que o comprimido se prendeu. Além disso, um pouco da dose da medicação é perdida, já que passa a ser absorvida enquanto está retida. Um exemplo muito sério é o alendronato, usado no tratamento da osteoporose, que pode causar, se retido no esôfago, até mesmo perfuração do órgão. Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as medicações, seguir as orientações do seu médico e tirar dúvidas tanto com ele quanto com o farmacêutico devidamente habilitado.

Retirar o conteúdo da cápsula

Muitas pessoas optam por abrir a cápsula do medicamento e ingerir apenas o pó, para tornar o processo de deglutição mais simples. No entanto, essas cápsulas são concebidas com a função de proteger a mucosa da boca e do esôfago do contato com a medicação, para que ela possa agir de forma lenta, garantindo sua eficácia. Para alguns remédios, a remoção da cápsula pode ter consequências como dor no tórax, vômitos e esofagite.

Ingerir o medicamento em gotas a seco

As medicações em gotas também são melhor absorvidas quando diluídas em água, em vez de pingadas direto na língua ou dadas em colher. Como geralmente são prescrições pediátricas, essas já são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão pelas crianças. Devemos lembrar que os medicamentos devem ser diluídos preferencialmente em água. O risco da diluição em outras bebidas é principalmente a perda da eficácia terapêutica.

Tomar a medicação fora do horário

As atividades do organismo variam ao longo do dia de acordo com nosso relógio biológico, e cada medicamento é estudado minuciosamente em relação ao tempo que leva para ser absorvido, o tempo de duração do efeito e modo como é eliminado do corpo de acordo com essas atividades fisiológicas. Médicos alertam que atrasar ou adiantar o horário do medicamento pode reduzir a eficiência e até mesmo provocar efeitos colaterais. Os antibióticos e antidiabéticos, podem trazer consequências mais sérias. Se a pessoa está tomando antibióticos e atrasa um período inteiro, a bactéria pode tornar a se multiplicar e criar resistência ao antibiótico, já no caso de antidiabéticos, os níveis de açúcar do sangue podem subir ou descer demais, o que pode resultar até mesmo em coma.

Não avisar seu médico que toma anticoncepcional

No geral, não existem grandes restrições na mistura de remédios com anticoncepcionais. Mas é preciso estar atenta, pois existem combinações que reduzem a eficácia do anticoncepcional ou da outra medicação.
Alguns exemplos: Remédios para micose de unha e candidíase, antibióticos, medicações para epilepsia e para tratamento de tuberculose podem reduzir a eficácia do anticoncepcional. Além disso, o contraceptivo pode diminuir a eficácia da aspirina, AAS ou de calmantes, e pode também potencializar os efeitos do Diazepan, da cafeína, dos corticoides e de alguns antidepressivos.

Fonte: Minha Vida

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