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Mude os hábitos para prevenir arritmias cardíacas

As arritmias são alterações do ritmo cardíaco, tanto para uma frequência mais alta (taquicardia) quanto para menor (bradicardia). Em ambas há o risco de surgimento de outras doenças cardiovasculares, como infarto e AVC e morte súbita. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 5% da população brasileira sofre com algum tipo de arritmia, incluindo pessoas mais jovens – ao contrário do que se pensa sobre esse tipo de doença. Isolada, ela não representa nenhum risco. Mas, sem acompanhamento médico, o problema pode se agravar e comprometer não só os batimentos cardíacos como o sistema circulatório. Confira os hábitos necessários para controlar o problema ou evitar que ele apareça.

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Cuidado com a cafeína
Café, chá, chocolate e refrigerante contêm cafeína e são conhecidos por seus efeitos estimulantes em nosso sistema nervoso. A cafeína também pode gerar uma contração e batimentos mais rápidos do coração, não sendo recomendado para quem sofre de arritmias, de acordo com o arritmologista Jefferson Jaber, do Hospital Santa Virgínia e membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Segundo ele, o ideal é ingerir até 300ml por dia, caso esteja tudo bem. “Sob suspeita, o ideal é perguntar ao cardiologista se há necessidade de interromper o consumo”, afirma.

Álcool com moderação
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao quadro de arritmia. “A fibrilação atrial é a arritmia mais decorrente nesses casos”, conta Jefferson. De acordo com ele, a ingestão excessiva de álcool estimula o sistema adrenégico (formado pelos receptores cerebrais responsáveis por produzir adrenalina), o que vai aumentar o batimento cardíaco e piorar um quadro de arritmia.

Fuja das “dietas da moda”
Dietas com uma restrição de calorias muito elevada ou à base apenas de líquidos podem levar a distúrbios metabólicos, deficiência de nutrientes e desidratação – todas essas condições podem alterar o ritmo dos batimentos cardíacos, tanto para mais quanto para menos, gerando ou piorando um quadro de arritmia. De acordo com Jefferson, uma alimentação pobre em vitamina E, C e do complexo B pode interferir na pressão sanguínea, elevando os batimentos cardíacos e causando arritmias.

Durma bem!
A otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Fernanda Haddad, explica que a apneia do sono aumenta os riscos de arritmia. “A respiração de pessoas com apneia fica mais intensa durante a noite, por causa da obstrução nas vias respiratórias”, conta. O esforço para respirar gera um aumento da pressão sanguínea, elevando os batimentos cardíacos, aumentando os riscos de arritmia ou de complicações decorrentes dela.

Faça exercícios
regularmente Pesquisas comprovam que a prática de atividade física leve a moderada diminui a incidência de arritmias. “Pessoas sedentárias têm até 25% a mais de chance de sofrer uma arritmia”, afirma o arritmologista Jefferson Jaber. Mas é importante fazer uma avaliação física antes de começar a treinar, porque alguns problemas de coração limitam o tipo de exercícios que pode ser realizado sem riscos à saúde.

Coma mais salada
Pessoas que sofrem com fibrilação atrial correm mais risco de sofrer um AVC e, por conta disso, precisam tomar um medicamento anticoagulante chamado varfarina. Jefferson explica que o consumo irregular de folhas verdes pode interferir no funcionamento do medicamento, tornando-o ineficiente. “Quem toma varfarina precisa consumir a mesma quantidade de folhas verdes todos os dias”, conta Jefferson. Isso vale para todos os tipos de folhosas, como alface, rúcula, espinafre ou repolho.

Atenção às gorduras
Jefferson conta que o consumo exagerado de gorduras interfere de forma indireta na incidência de arritmias. “A gordura pode formar placas na parede dos vasos sanguíneos, principalmente nos coronários”, conta ele. Esse acúmulo de gordura, por sua vez, aumenta a pressão sanguínea e pode causar não só as arritmias, como outras doenças cardiovasculares.

Cigarro
A nicotina leva à liberação de substâncias como adrenalina, que estimulam o coração, elevando os batimentos cardíacos e causando taquicardia. “Estudos comprovam que mesmo as pessoas que fumaram e já pararam correm mais risco de sofrer fibrilações arteriais”, conta Jefferson. Além disso, por conta da produção de adrenalina inconstante, o batimento cardíaco fica desorganizado, aumentando o risco de outros problemas cardíacos.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Dica do dia: Suco Verde

Dica do dia: Suco Verde

Bebida ajuda a emagrecer, limpar o organismo e combater a prisão de ventre.

INGREDIENTES: (Para 1 pessoa)

1,5 xícaras de água
1 pé de alface
1 punhado de folhas de espinafre
3 talos de aipo
1 maçã
1 pêra
1 banana
Suco de meio limão

PREPARAÇÃO: Coloque no liquidificador a água, a alface e o espinafre. Triture. Adicione o aipo, a maçã e a pêra bem lavados e com pele. Bata novamente. Por último, acrescente a banana e o suco de limão. Tome um terço do batido no café da manhã e o resto dura até os dois dias seguintes.

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Endometriose: conheça os fatores de risco para a doença

A endometriose atinge de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Isso significa que mais de seis milhões de mulheres no Brasil sofrem com esse problema. A endometriose é uma condição na qual o tecido que reveste a parede interna do útero (endométrio) cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade. Essa formação de tecido normalmente ocorre na região pélvica, nos ovários, no intestino, no reto, na bexiga e na pélvis. “Os sintomas principais da endometriose são as cólicas menstruais que não melhoram com medicação habitual, dores na relação sexual e sintomas urinários e intestinais como dor ao evacuar e sangramento”, explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Segundo a especialista, o diagnóstico da doença costuma ser muito tardio, uma vez que ela tem uma evolução lenta e muitas mulheres ignoram esses sintomas. Por isso é importante fazer o acompanhamento com o ginecologista e ficar atento aos fatores que podem favorecer a doença. Conheça-os:

Endometriose

 

Histórico familiar

Ainda não se sabe a causa exata da endometriose, mas sabe-se que o histórico familiar é um fator importante para se observar. “Mulheres com mãe ou irmã com endometriose apresentam maior risco de ter a doença e podem apresentar formas mais graves”, explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Por isso, se você tem algum caso da doença na família, converse com seu ginecologista e fique atento para o acompanhamento.

Número de menstruações

“Mulheres com ciclos menstruais mais curtos, fluxo menstrual intenso e primeira menstruação precoce parecem apresentar maior risco de endometriose”, explica a ginecologista Sueli. Além disso, explica a especialista, alguns estudos mostraram que um menor número de gestações também pode estar associado a um risco para endometriose, pelo fato de a gravidez diminuir o número de gestações – mas ainda não há dados suficientes que comprovem essa tese. “Com a mudança na vida das mulheres, que hoje adiam a maternidade, isso leva a um maior número de ciclos menstruais durante a vida, aumentando as chances de ter a doença”, afirma Sueli. Se compararmos com as mulheres do século passado, que tinham a primeira menstruação mais tardia e filhos mais cedo, além de passar longos períodos amamentando, o número de menstruações era bem menor do que agora – e a quantidade de menstruações está diretamente ligada com o risco de endometriose, sendo que quanto mais ciclos, maior as chances. Menos menstruações significam menos endométrio.

Tabagismo

Uma das teorias mais aceitas para a causa da endometriose é a Teoria Imunológica, e pode explicar por que só algumas mulheres desenvolvem a doença. “O que ocorre é uma falha no sistema imunológico, situação no qual as células do endométrio não são eliminadas corretamente devido a uma falha nesse sistema, e acabam migrando para a pelve, levando à endometriose”, declara a ginecologista Sueli. Nesse cenário, o cigarro tem uma atuação importante no sistema imunológico, e como tal pode contribuir para o aparecimento da doença. “Importante lembrar também que o cigarro diminui em três vezes a chance de engravidar, pois a nicotina altera o funcionamento dos ovários, afeta a qualidade dos óvulos e diminui a regularidade das ovulações”, ressalta a especialista. Em uma mulher com endometriose, que já tem o risco aumentado de infertilidade, o cigarro poderá só agravar a condição – portanto, se o tabagismo não contribuir para o aparecimento da endometriose, pode agravar as complicações da doença.

Sedentarismo

A alta produção de estrogênio também é um fator importante por trás da endometriose, uma vez que esse hormônio produzido pelos ovários faz parte do ciclo menstrual ? e quanto maior a produção de estrogênio, mais intenso o ciclo. “A atividade física regular irá regular esse hormônio, contribuindo para a prevenção da endometriose”, explica a ginecologista Rosa. A recomendação é fazer atividades aeróbicas de três a quatro vezes por semana. De acordo com a ginecologista Sueli, a atividade física também vai melhorar a imunidade da mulher.

 Estresse

Assim como o cigarro, o estresse também causa alterações no sistema imunológico, contribuindo para o aparecimento da endometriose. “Existem estudos que mostram o perfil da mulher com endometriose, e no geral elas são mais ansiosas e estressadas, exigentes, detalhistas e com dificuldade em dizer não, por isso muitas vezes um trabalho com psicoterapia também é necessário”, aponta a ginecologista Sueli.

Usar ou não anticoncepcionais?

De acordo com as especialistas, o uso de anticoncepcionais pode diminuir o risco, uma vez que eles diminuem o fluxo menstrual. Inclusive, os anticoncepcionais são recomendados para mulheres que já tem endometriose. “O anticoncepcional oral combinado tem sido usado como tratamento com bons resultados na redução dos sintomas”, explica a ginecologista Sueli Raposo. Dessa forma, se você usa anticoncepcionais hormonais, pode ser que suas chances de endometriose sejam diminuídas.

Idade

Segundo a ginecologia Rosa Maria Neme, do Centro de Endometriose São Paulo, a doença raramente aparece antes da primeira menstruação e tende a reduzir após a menopausa. “Mas não há relação entre a idade do diagnóstico e a severidade da doença”, completa Sueli Raposo. A endometriose pode aparecer a partir da primeira menstruação até a última com média de diagnóstico aos 30 anos. Dessa forma, é importante ficar atento aos sintomas: menstruações dolorosas, dor durante ou após a relação sexual e cólicas que duram semanas no período anterior ou após a menstruação são suspeitos para endometriose.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Mamografia: exame detecta o câncer de mama

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A mamografia é um exame radiológico para avaliação das mamas, feita com um aparelho de raio-X chamado mamógrafo. Pode identificar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos, ou calcificações. Este exame é usado para detecção precoce do câncer de mama antes mesmo de ser identificado clinicamente por meio da palpação. O estudo Swedish Two-County Trial of mammographic screening, feito com 133.065 mulheres durante quase três décadas, mostrou que a mamografia regular pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.

Tipos de mamografia
Existem dois tipos de aparelhos de mamografia: o convencional e o digital. Ambos utilizam o raio-X para a produção da imagem da mama. A diferença está na forma como ocorre a captação da imagem mamográfica.

Mamografia convencional: utiliza com um filme que após a exposição da mama ao raio-X deve ser processado. A imagem da mama é armazenada no próprio filme e caso haja algum problema técnico com o filme, este terá que ser refeito.
Mamografia digital: utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A mamografia digital oferece vantagens em relação à convencional. A imagem mamográfica pode ser armazenada e recuperada eletronicamente. Permite ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor da estação de trabalho, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-la. Existem, ainda, softwares que auxiliam na detecção de lesões. Com todas essas ferramentas, a mamografia digital pode requerer menor repetição de imagens em relação à analógica, reduzindo assim a exposição à radiação.

Até o momento, os estudos não demonstraram diferenças significativas entre a mamografia digital e analógica, com relação à capacidade de detecção do câncer de mama para a população geral. No entanto, a mamografia digital parece ser mais precisa do que a mamografia convencional em mulheres mais jovens e com mamas densas.

Quando o exame de mamografia é pedido:
A principal indicação da mamografia é para o rastreamento do câncer de mama. Nesse caso, a mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. Porém, para aquelas que possuem casos de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau (mãe, irmã e/ou filha), o risco de câncer de mama pode ser maior que o da população geral. Nestes casos, a mamografia pode começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram a doença. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha deve começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos. A mamografia, porém, não é recomendada antes dos 25 anos porque a mama é mais susceptível à radiação nessa faixa etária. Mesmo mulheres que tiveram casos familiares muito cedo (aos 30 anos, por exemplo), devem esperar até os 25 para fazer a primeira mamografia. Antes disso, a indicação nesses casos são ultrassonografias.

A mamografia também é indicada para:

Fins de diagnóstico, como na avaliação de alguma queixa clínica (dor, presença de nódulo palpável ou alterações na aparência da mama)
A avaliação de alteração encontrada em outros exames de diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia
Os homens também podem ter câncer de mama (em cada 100 mulheres com câncer 1 homem poderá ter a doença). Por isso, a mamografia pode ser usada também na avaliação da mama masculina (no aumento do volume denominado de ginecomastia ou presença de nódulo palpável).

Cuidados no dia do exame
Avise ao técnico caso você apresente: se:

implantes mamários. A técnica utilizada nestes casos é diferente, sendo necessárias incidências mamográficas adicionais
alteração na pele (presença de verrugas, cicatrizes cirúrgicas, queimaduras, alergias) ou caso já feztenha feito uma biópsia de mama. Ter este conhecimento poderá ajudar o médico no diagnóstico correto das alterações
Preocupação com uma área específica da sua mama. Mostre ao técnico para que esta possa ser analisada com mais atenção
Limitação de movimento como rigidez muscular, dificuldade para levantar os braços e outros problemas que poderão dificultar o posicionamento correto da mama
Sensibilidade ou alteração em alguma área da pele
Gravidez ou suspeita de gravidez (é importante saber a data da última menstruação), pois a radiação pode afetar a formação do bebê. Caso haja indicação clínica para realização do exame, este deverá ser feito utilizando um protetor abdominal.

Não se esqueça:
Caso tenha mamografia ou outro exame de mama realizados anteriormente, leve os resultados. Às vezes, devido à apresentação muito sutil de um câncer, o único modo de se detectar uma alteração é a comparação dos exames anteriores, no qual se analisa o aparecimento ou modificação de um achado já presente
Não use desodorantes ou outros cosméticos na região da mama e axila, pois eles podem afetar os resultados.

Como a mamografia é feita:

A mamografia é feita por um profissional em radiodiagnóstico. As imagens de raios-X são interpretadas por um médico radiologista, oncologista ou mastologista.

Você precisará retirar a roupa da cintura para cima e colocar um avental apropriado, além de ter que remover qualquer acessório que possa se sobrepor à mama e interferir na imagem radiográfica. Para fazer o exame, você ficará em pé e fará pelo menos duas imagens de uma mama, sendo uma de cada vez. A mama será comprimida firmemente entre duas placas planas a fim de espalhar o tecido mamário e reduzir a dose de radiação necessária para obtenção de uma imagem adequada. Todo o tecido mamário e a axila devem ser incluídos na análise.

A compressão causada pela mamografia pode causar certo desconforto à mulher, mas não deve machucá-la.

Mulheres que têm implantes mamários farão um maior número de incidências mamográficas, geralmente quatro em cada mama (ao invés de duas como na paciente sem implante). Duas delas devem incluir o tecido mamário e o implante, mas saiba que a mama será comprimida gentilmente para não causar danos. As outras incidências servem para analisar melhor o tecido mamário. Nestas, o implante será descolado em direção ao tórax, de forma a pegar o máximo de tecido mamário somente para ser comprimido.

As imagens, sejam em filmes ou enviadas eletronicamente para uma estação de trabalho, serão analisadas por um médico especialista. Em alguns casos, após a mamografia, pode ser que você seja solicitado a esperar alguns minutos, para o caso de a mamografia precisar ser refeita em um espectro mais ampliado – isso porque, nessa análise inicial, um técnico com treinamento para isso pode encontrar uma alteração suspeita, que necessita de ampliação para um estudo mais detalhado. Você também poderá ser chamada para retornar em um outro dia, caso o médico que está analisando seu exame necessite de algum complemento para tirar eventuais dúvidas. Isso não significa que você tem um câncer, mas que tudo está sendo feito para oferecer o melhor exame possível. Os resultados do exame levam de dois a sete dias para ficarem prontos, dependendo da rotina estabelecida por cada serviço.

Tempo de duração do exame:
Cada incidência mamográfica dura apenas alguns segundos. Geralmente, os exames são agendados a cada 15 minutos de forma que haja tempo suficiente para troca de roupa e posicionamento do paciente, além da realização de todas as incidências mamográficas que forem necessárias.

Recomendações pós-exame:
A mamografia pode ser desconfortável no momento do exame, mas raramente a dor persistirá. Dessa forma, você poderá prosseguir o seu dia normalmente após o exame.

Periodicidade do exame:
Para pacientes assintomáticos, da população geral, o Colégio Brasileiro de Radiologia recomenda que se inicie a partir dos 40 anos e depois anualmente.
Pessoas com risco aumentado para câncer de mama poderão iniciar antes dessa idade, sendo que, nestes casos, devem seguir a orientação médica apropriada.
Pacientes que apresentam alguma alteração caracterizada pelos achados de imagem como provavelmente benignas fazem um controle a cada seis meses no primeiro ano e depois anual por dois anos, caso não haja alteração.
Grávida pode fazer?
Sim, caso haja indicação clínica. O câncer de mama também poderá aparecer durante a gravidez. Neste caso, é utilizado um protetor de chumbo no abdômen para proteger o feto.

Referências
Márcia Mayumi Aracava, radiologista do Grupo de Mama do Fleury Medicina e Saúde
Vilmar Marques, presidente do departamento de oncoplástica da Sociedade Brasileira de Mastologia
Lorena Amaral, radiologista do laboratório Pasteur

 

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Bactéria recém-descoberta pode ter participação na doença gengival

Pesquisadores na Universidade de Michigan identificaram uma bactéria normalmente presente na flora bucal de ratos que chamaram de NI1060. Essa bactéria está associada com o desenvolvimento de um modelo de periodontite em ratos. Os pesquisadores descobriram que a NI1060 se acumulava em locais onde o tecido gengival fora danificado e ativavam uma proteína na cavidade bucal que estimula células destruidoras de osso. Em circunstâncias normais, essa proteína, Nod1, combate bactérias nocivas no corpo.

“Nod1 é uma parte dos nossos mecanismos de proteção contra infecção bacteriana”, diz o autor correspondente Noahiro lnohara, Ph.D., professor associado de pesquisa no Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, Ann Harbor. “Ela nos ajuda a combater a infecção por meio do recrutamento de neutrófilos, células sanguíneas que atuam como matadoras de bactérias. Ela também remove bactérias nocivas durante a infecção. Entretanto, no caso de periodontite, o acúmulo de NI1060 estimula a Nod1 a ativar neutrófilos e osteoclastos, células que destroem ossos na cavidade bucal”.

Os pesquisadores também observaram que enquanto a Nod1 regula a resposta do sistema imunológico à NI1060, ela não deixa a NI1060 se acumular nos locais de doença gengival.

“Os achados deste estudo ressaltam a conexão entre bactérias benéficas e nocivas que normalmente residem na cavidade bucal, como a bactéria nociva causa a doença e como um paciente em risco pode responder a essa bactéria”, diz o coautor do estudo Dr. William Giannobile, professor de odontologia e presidente do Departamento de Periodontia e Medicina Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan.

- Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive.

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Vacina tetra viral

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 O que é a vacina tríplice viral

A vacina tetra viral é uma atualização da vacina tríplice viral e consiste na combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e catapora, apresentada sob a forma liofilizada, em frasco-ampola com uma ou múltiplas doses. Todos os quatro componentes desta vacina obrigatória são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida.

Doenças que a vacina tetra viral previne
O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do terceiro mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar.

A caxumba é uma doença contagiosa que provoca o inchaço doloroso das glândulas salivares. A caxumba é causada por um vírus, que se dissemina de uma pessoa para outra através de gotículas respiratórias (por exemplo, ao espirrar) ou por contato direto com itens que foram contaminados pela saliva infectada.

A rubéola é uma infecção na qual há erupção na pele. Na chamada rubéola congênita, a mulher grávida é infectada com rubéola e passa a doença para o bebê dentro do útero. A doença é causada por um vírus disseminado pelo ar ou por contato próximo. Uma pessoa com rubéola pode transmitir a doença a outras pessoas desde uma semana antes do início da erupção até uma a duas semanas depois do seu desaparecimento.

Como a vacina é aplicada para a maioria das crianças, a rubéola é muito menos comum atualmente. Praticamente todos os que recebem a vacina são imunes à rubéola. Imunidade significa que o organismo desenvolveu uma defesa contra o vírus da rubéola. Em alguns adultos, a vacina pode perder a eficácia e não protegê-los completamente. É recomendado às mulheres que podem engravidar e a outros adultos receber uma dose de reforço.

A catapora é uma doença comum em crianças e adultos. Uma pessoa com catapora podem apresentar centenas de bolhas que causam coceira, se rompem e encrostam. A maioria dos casos de catapora ocorre em crianças menores de 10 anos. A doença costuma ser moderada, embora possam ocorrer sérias complicações em alguns casos. Normalmente, os adultos e as crianças mais velhas ficam mais gravemente doentes do que crianças menores.

O principal sintoma são as bolinhas que aparecem na pele. Uma criança comum chega a desenvolver de 250 a 500 bolhas pequenas que coçam sobre os pontinhos vermelhos na pele. A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou através de tosse ou espirro. Geralmente, a vacina previne a doença completamente ou a torna muito moderada. Mesmo aqueles que estão infectados com uma versão moderada da doença podem ser contagiosos.

Indicações da vacina
A vacina está indicada a partir dos 12 meses. Recomenda-se a aplicação aos 15 meses, juntamente com o primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e da vacina contra a poliomielite.

Doses necessárias da vacina tetra viral
A vacinação realizada em duas doses, uma aos 15 meses e um reforço aos quatro anos de idade. No ano de implementação (2013), ela contou como segunda dose da tríplice viral.

Administração da vacina
A injeção é feita via subcutânea no braço.

Contraindicações
- Antecedente de reação anafilática sistêmica após a ingestão de ovo de galinha. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno (ingestão de ovo de galinha, por exemplo);

- Gravidez;

- Administração de imunoglobulina humana normal (gamaglobulina), sangue total ou plasma nos três meses anteriores; As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados;

- As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica;

- Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses).

Não são contraindicações: vacinação recente contra a poliomielite, exposição recente ao sarampo, caxumba ou rubéola, história anterior de sarampo, caxumba ou rubéola e alergia a ovo que não tenha sido de natureza anafilática sistêmica.

Caso ocorra a administração de imunoglobulina humana normal, sangue total ou plasma nos 14 dias que se seguem à vacinação, revacinar três meses depois. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação.

Efeitos adversos possíveis da vacina tetra viral
Febre e erupção cutânea de curta duração, ocorrendo habitualmente entre o quinto e décimo dia depois da vacinação. Meningite, de evolução em geral benigna, que aparece duas a três semanas depois da vacinação. Artralgias e artrites, mais frequentes nas mulheres adultas. A frequência dos eventos varia de acordo com a cepa vacinal utilizada, particularmente em relação à vacina contra a caxumba.

Onde encontrar
A vacina está disponível na rede pública.

Perguntas frequentes


Existem exames que podem identificar se estamos imunizados?
Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?
Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas. “Entretanto, essa regra só vale para vacinas que continuam sendo recomendadas na idade adulta, como hepatite B, tétano, coqueluche e difteria”, alerta a pediatra Isabella. Até mesmo doenças clássicas da infância, como caxumba, sarampo e rubéola, continuam tendo recomendação da vacina para adultos e precisam ser tomadas. Entretanto, vacinas que você deveria ter tomado durante a infância somente, e que perdem a recomendação para adultos, pois o risco da doença não existe mais, não precisam ser tomadas. Um exemplo é o rotavírus, uma doença que é muito grave na infância e deve ser vacinada no período, mas que para os adultos não causa impacto além de cômodo, perdendo a necessidade da vacinação. “Por isso é importante seguir o calendário do nascimento à terceira idade respeitando as idades prioritárias.”

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?
Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente.

Se eu tomei a vacina combinada, preciso tomar a mesma individualmente?
Vacinas combinadas, como a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), a MMR (caxumba, sarampo e rubéola) e a pentavalente (tríplice mais o haemophilus e a hepatite B), são um conjunto de diversas vacinas em uma só, como o próprio nome diz. Ao tomá-la, você já está adequadamente imunizado para todas as doenças listadas na vacina, não precisando se vacinar para uma doença isoladamente – um exemplo seria tomar a tríplice viral e depois uma vacina apenas de tétano. “No entanto, você pode ser solicitado a tomar novamente a vacina isoladamente em caso de necessidade de reforço por tempo ou exposição a um dos patógenos em particular, como uma epidemia de sarampo”, afirma o imunologista Eduardo.

Posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?
Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. “Na prática, provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina”, explica a pediatra Isabella. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. “Um exemplo é a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente”, afirma o imunologista Eduardo.

Posso atualizar toda a carteirinha de vacinação de uma vez?
Se você for uma pessoa saudável, que não estiver com o sistema imune debilitado, não há qualquer impedimento. O único problema é o desconforto de ser vacinado várias vezes seguidamente.. Há também aquelas vacinas que são separadas em doses, e o ideal é que essas sejam respeitadas, para que a resposta do sistema imune seja duradoura.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?
No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem, segundo a pediatra Isabella, somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?
Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. “Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente”, diz a pediatra Isabella. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente. “Nesses casos, é como se ela nunca tivesse se vacinado.”

Fonte: www.minhavida.com.br

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Estilo de vida saudável combate o envelhecimento; entenda

 

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Cuidar da saúde pode fazer mais do que retardar o processo de envelhecimento. Segundo pesquisa, pode até mesmo reverter os danos causados pelo tempo. A informação vem de um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que mostra que manter uma rotina de exercícios, uma dieta equilibrada e praticar técnicas que permitam reduzir ou aliviar o estresse, como ioga, aumentam a vida útil das células.

Para chegar à conclusão, médicos avaliaram o impacto do estilo de vida sobre os telômeros, estrutura que funciona como uma capa nos cromossomos e que protege contra o envelhecimento. Para entender o papel deles basta pensar no acabamento de um cadarço de sapato que evita que o tecido fique desfiado.

A pesquisa se baseou em dados coletados em dois grupos formados por homens diagnosticados com câncer de próstata. Nenhum deles havia feito cirurgia ou iniciado tratamento. Metade deles seguiu sem mudanças. A outra foi submetida a uma mudança de estilo de vida radical, monitorada por médicos, nutricionistas e psicólogos.

A dieta do grupo de controle passou a ingerir grandes quantidades de proteínas vegetais, frutas, vegetais e grãos integrais, além de poucos índices de gordura e carboidratos processados. Os homens passaram a praticar ioga, a meditar e a fazer exercícios de forma moderada, como 30 minutos de caminhada, seis dias por semana.

Monitorados por cinco anos, os homens submetidos à nova rotina mostraram que os telômeros aumentaram cerca de 10%. Os dos demais homens seguiram o processo de degeneração natural e diminuíram cerca de 3%. A pesquisa, divulgada pelo jornal Daily Mail, no entanto, não constatou diferenças na evolução da doença entre os grupos.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson

Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento diferenciado
parkinson

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo requer conhecimento específico. Estamos “envelhecendo”, ou seja, a expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos que não têm tremor.

Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, “nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson” e, segundo, “nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor”. Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.

Em relação ao tremor de uma maneira geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição, aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos. Assim, “nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson”.

A outra questão, mais complexa e delicada, diz respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de Parkinson, ou seja, “nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor”.

Sendo assim, é importante ficar atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico, a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real problema do paciente.

Escrito por: André Felício (Neurologista)

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

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Respirar pela boca causa desde mal desenvolvimento do maxilar até voz rouca

Alergias respiratórias podem provocar alterações nas funções orais, anatomia e órgãos vocais.

boca

Época de tempo frio e seco, nosso inverno tropical tem sido o tormento das pessoas propensas a alergias de vias aéreas superiores, quer sejam estas rinites, sinusites ou asmas. Sobretudo as crianças, que pelo fato do organismo infantil ainda estar em desenvolvimento, necessitam de atenção redobrada. Episódios constantes de obstrução nasais, muitas vezes somadas a maus hábitos orais, como uso de chupeta, chupar o dedo, ausência mastigação adequada, entre outros, muitas vezes acabam por estabelecer um padrão respiratório inadequado, ou seja, unicamente ou preferencialmente pela boca.

Os problemas e alterações de saúde provenientes desse hábito são muito maiores do que precisar limpar o nariz frequentemente. Insuficiência de ar, cansaço, dor nas costas, diminuição de olfato e ou paladar, halitose, boca seca, acordar engasgando durante a noite, dormir mal, olhar triste, olheiras, cuspir saliva ao falar e dificuldade de realizar exercícios físicos estão entre as dificuldades frequentes de um paciente que não use corretamente o nariz para respirar.

Para facilitar o entendimento, vamos citar algumas das alterações possíveis de serem encontradas no respirador oral, segundo artigo da fonoaudióloga Irene Marchesan:

Alterações crânio faciais e dentárias

Ângulo goniaco aumentado (face longa)
Palato ogival ou inclinado
Dimensões faciais estreitas
Hipodesenvolvimento dos maxilares
Microrrinia com menor espaço na cavidade nasal
Desvio de septo
Mordida cruzada e/ou aberta
Protrusão dos incisivos superiores.

Alterações dos órgãos fonoarticulatórios

Hipotrofia, hipotonia e hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula
Alteração de tônus com hipofunção dos lábios e bochechas
Lábio superior retraído ou curto e inferior evertido ou interposto entre dentes
Lábios secos e rachados com alteração de cor
Gengivas hipertrofiadas com alteração de cor e frequentes sangramentos.

Alterações corporais

Deformidades toráxicas
Musculatura abdominal flácida e distendida
Olheiras com assimetria de posicionamento dos olhos, olhar cansado
Cabeça mal posicionada em relação ao pescoço trazendo alterações para a coluna no intuito de compensar este mal posicionamento
Ombros caídos para a frente comprimindo o tórax
Alteração da membrana timpânica, diminuição da audição
Face assimétrica visível.

Alterações das funções orais

Mastigação ineficiente levando a problemas digestivos e engasgos pela falta de coordenação da respiração com a mastigação
Deglutição atípica com ruído, projeção anterior, contração exagerada de orbicular, movimentos compensatórios de cabeça
Fala imprecisa, trancada com excesso de saliva, sem sonorização pelas otites freqüentes com alto índice de ceceio anterior ou lateral
Voz rouca ou anasalada.

Outras alterações possíveis

Sinusites frequentes, otites de repetição
Aumento das amígdalas faríngeca e palatinas
Halitose e diminuição da percepção do paladar e olfato
Maior incidência de cáries
Alteração do sono, ronco, baba noturna, insônia, expressão facial vaga
Redução do apetite, alterações gástricas, sede constante, engasgos, palidez, inapetência, perda de peso com menor desenvolvimento físico ou obesidade
Menor rendimento físico, falta de coordenação global com cansaço frequente
Agitação, ansiedade, impaciência, impulsividade, desânimo
Dificuldades de atenção e concentração gerando dificuldades escolares

Podemos perceber a importância de estar atento quanto à adequada atividade nasal, lembrando que o nariz filtra, aquece e umidifica o ar durante sua passagem rumo aos pulmões. O um dos papeis do fonoaudiólogo é auxiliar a criança ou o adulto nesse aprendizado, evitando problemas no futuro ou ajudando a reverter quadros que já estejam instalados. Em qualquer idade, devemos cuidar de nosso aporte de ar como cuidamos de nosso aporte de alimentos!

Fonte: Minha vida

 

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Cuide da saúde dos olhos no inverno

A estação favorece o aparecimento da conjuntivite e os raios ultravioletas (UVA) se mantêm constantes, podendo causar problemas na retina.

olho

O inverno é um período que exige atenção redobrada para a saúde dos olhos. Neste período, a incidência dos raios ultravioletas se mantém constante e a falta de chuvas intensifica o clima seco, aumentando a poluição do ar e causando um desconforto visual.
A ausência do sol não deve estimular a pessoa a deixar os óculos protetores em casa. A radiação UVA é constante, independe da quantidade de nuvens no céu. Usar óculos de sol ou lentes fotossensíveis é importante, porque a maioria das lentes de óculos de grau não vem com filtro solar.
Os danos causados pelos raios UVA são cumulativos. Eles podem causar problemas na retina, como uma alteração na mácula (área central da retina) e aparecimento da catarata.
Outro problema bastante frequente no inverno é o chamado olho seco. Se o ambiente está mais seco e chove menos, além de ser poluído, os olhos sofrem mais, ocasionando a síndrome dos olhos secos. Ficar à frente de uma tela de computador por horas seguidas favorece o aparecimento da síndrome. A presença de secreção, dor, vermelhidão e ardor apontam para esse problema.
Piscar faz com que haja uma distribuição melhor das lágrimas, contribuindo para aliviar o desconforto. A persistência, porém, indica que a pessoa deve procurar um oftalmologista.
Outro perigo é o contágio da conjuntivite alérgica. Os ambientes fechados propiciam a propagação do vírus.

Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/

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