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Respirar pela boca causa desde mal desenvolvimento do maxilar até voz rouca

Alergias respiratórias podem provocar alterações nas funções orais, anatomia e órgãos vocais.

boca

Época de tempo frio e seco, nosso inverno tropical tem sido o tormento das pessoas propensas a alergias de vias aéreas superiores, quer sejam estas rinites, sinusites ou asmas. Sobretudo as crianças, que pelo fato do organismo infantil ainda estar em desenvolvimento, necessitam de atenção redobrada. Episódios constantes de obstrução nasais, muitas vezes somadas a maus hábitos orais, como uso de chupeta, chupar o dedo, ausência mastigação adequada, entre outros, muitas vezes acabam por estabelecer um padrão respiratório inadequado, ou seja, unicamente ou preferencialmente pela boca.

Os problemas e alterações de saúde provenientes desse hábito são muito maiores do que precisar limpar o nariz frequentemente. Insuficiência de ar, cansaço, dor nas costas, diminuição de olfato e ou paladar, halitose, boca seca, acordar engasgando durante a noite, dormir mal, olhar triste, olheiras, cuspir saliva ao falar e dificuldade de realizar exercícios físicos estão entre as dificuldades frequentes de um paciente que não use corretamente o nariz para respirar.

Para facilitar o entendimento, vamos citar algumas das alterações possíveis de serem encontradas no respirador oral, segundo artigo da fonoaudióloga Irene Marchesan:

Alterações crânio faciais e dentárias

Ângulo goniaco aumentado (face longa)
Palato ogival ou inclinado
Dimensões faciais estreitas
Hipodesenvolvimento dos maxilares
Microrrinia com menor espaço na cavidade nasal
Desvio de septo
Mordida cruzada e/ou aberta
Protrusão dos incisivos superiores.

Alterações dos órgãos fonoarticulatórios

Hipotrofia, hipotonia e hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula
Alteração de tônus com hipofunção dos lábios e bochechas
Lábio superior retraído ou curto e inferior evertido ou interposto entre dentes
Lábios secos e rachados com alteração de cor
Gengivas hipertrofiadas com alteração de cor e frequentes sangramentos.

Alterações corporais

Deformidades toráxicas
Musculatura abdominal flácida e distendida
Olheiras com assimetria de posicionamento dos olhos, olhar cansado
Cabeça mal posicionada em relação ao pescoço trazendo alterações para a coluna no intuito de compensar este mal posicionamento
Ombros caídos para a frente comprimindo o tórax
Alteração da membrana timpânica, diminuição da audição
Face assimétrica visível.

Alterações das funções orais

Mastigação ineficiente levando a problemas digestivos e engasgos pela falta de coordenação da respiração com a mastigação
Deglutição atípica com ruído, projeção anterior, contração exagerada de orbicular, movimentos compensatórios de cabeça
Fala imprecisa, trancada com excesso de saliva, sem sonorização pelas otites freqüentes com alto índice de ceceio anterior ou lateral
Voz rouca ou anasalada.

Outras alterações possíveis

Sinusites frequentes, otites de repetição
Aumento das amígdalas faríngeca e palatinas
Halitose e diminuição da percepção do paladar e olfato
Maior incidência de cáries
Alteração do sono, ronco, baba noturna, insônia, expressão facial vaga
Redução do apetite, alterações gástricas, sede constante, engasgos, palidez, inapetência, perda de peso com menor desenvolvimento físico ou obesidade
Menor rendimento físico, falta de coordenação global com cansaço frequente
Agitação, ansiedade, impaciência, impulsividade, desânimo
Dificuldades de atenção e concentração gerando dificuldades escolares

Podemos perceber a importância de estar atento quanto à adequada atividade nasal, lembrando que o nariz filtra, aquece e umidifica o ar durante sua passagem rumo aos pulmões. O um dos papeis do fonoaudiólogo é auxiliar a criança ou o adulto nesse aprendizado, evitando problemas no futuro ou ajudando a reverter quadros que já estejam instalados. Em qualquer idade, devemos cuidar de nosso aporte de ar como cuidamos de nosso aporte de alimentos!

Fonte: Minha vida

 

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Entenda e evite a dor de lado durante o exercício

O desconforto abdominal surge por respiração errada e esforço exagerado.

dor

Iniciar uma atividade física pode ser uma experiência muito prazerosa: a liberação de hormônios causa a sensação de bem-estar e a perspectiva dos resultados é um estímulo e tanto. Mas como lidar com aquela pontada dolorosa bem abaixo das costelas que aparece justamente quando você está entrando no pique do exercício? O educador físico e fisiologista do exercício Raul Santo, pós-doutorando pela Universidade São Judas Tadeu, explica esse incômodo pode ter muitas causas. As principais são a respiração pela boca e a má oxigenação do sangue. Para esses e outros desencadeantes da dor abdominal do lado existem soluções. A seguir nós te contamos como evita-la. Confira e não permita mais que essa desagradável sensação interrompa seu exercício.

Problema: impacto sobre o fígado

Solução: vá com calma

Doeu do lado direito? O fisiologista do exercício Raul Santo explica que a causa pode ser o impacto sobre o fígado. “Numa corrida, por exemplo, a movimentação do corpo causa a distensão do tecido que sustenta o fígado”, explica. Essa rede é formada por fibras musculares lisas, que doem quando o esforço, e consequentemente o impacto sobre o órgão, é muito grande. Para amenizar essa dor basta diminuir um pouco o ritmo do exercício e o incomodo logo desaparecerá. E, nos próximos treinos, vá num ritmo mais devagar, para evitar que a dor reapareça.

Problema: entrada de ar no estômago

Solução: evite respirar pela boca

Quando a dor aparece numa região mais central do abdômen, a causa provavelmente é a respiração pela boca. “A respiração pela boca leva à entrada de ar no estômago, promovendo a produção do ácido clorídrico, que causa ardência e sensação de azia”, explica Raul Santo. Este também é um sinal de que a intensidade deve ser diminuída e a respiração feita pelo nariz.

Problema: falta de oxigênio no músculo diafragma

Solução: obedeça a respiração e diminua o ritmo

Outra causa de dor na região abdominal lateral é a falta de oxigênio no diafragma – o principal músculo responsável pela respiração -, causando a chamada isquemia local. Isso acontece, provavelmente, porque você está se exercitando num ritmo mais forte que seu condicionamento aeróbio. Em consequência, sua respiração não consegue suprir a demanda de oxigênio que a musculatura pede. “Sem a condução satisfatória de oxigênio, ocorre a produção de ácido lático no músculo, cujo acúmulo gera a dor”, explica Raul Santo.

Esse é um sinal claro de que você está ultrapassando seus limites: é hora de diminuir a intensidade do exercício. O especialista Raul Santo dá a dica: “não tente controlar a respiração: conforme você aumenta sua carga de trabalho, o ritmo da respiração naturalmente também aumentará, na medida em que você precisa – até as possibilidades do seu organismo”.

Problema: baço sobrecarregado

Solução: faça aquecimento

Uma das funções do baço, órgão localizado na lateral esquerda do abdômen, armazenar o sangue. Durante o exercício, há a redistribuição de sangue para os músculos que estão mais ativos. A demanda inesperada pede um fluxo de sangue muito alto para o calibre dos vasos do baço, cuja distensão pode gerar desconforto.

Aquecer e alongar antes do exercício é como enviar ao corpo um sinal que diz que ele será exercitado. Os músculos, tendões, a circulação e até o sistema nervoso começam a se acelerar para manter o organismo em equilíbrio.

Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como o Manual do Corredor, recomenda ainda a alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. “Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios”, afirma.

Problema: postura errada

Solução: Alinhe a coluna

Arquear as costas para frente durante o exercício também pode gerar a chamada dor de lado. Isso porque a coluna envergada pressionará o diafragma, o que não permitirá que ele trabalhe adequadamente, além de dificultar a chegada de sangue no local. O mesmo pode acontecer com quem corre com uma mochila pesada, por exemplo. Logo, a sensação é parecida com a da isquemia local nesse músculo.

Por isso, escolha roupas confortáveis, tênis adequado e evite carregar peso, como mochilas, durante o exercício.

Problema: Estômago cheio

Solução: refeições leves

Sua mãe dizia que depois de comer é preciso descansar? Se você a obedecia, você está de parabéns. Comer ou beber muito e, em seguida, fazer exercícios, vai diminuir a quantidade de sangue destinada ao sistema digestivo, dificultando todo o processo. O resultado é dor abdominal, que pode acabar em vômitos. O melhor é optar por refeições leves antes da atividade física.

Problema: Falta de condicionamento físico

Solução: exercício!

A dor do lado é comum em pessoas que acabaram de começar a praticar atividades físicas, principalmente pela dificuldade em transportar oxigênio e da alta carga imposta aos músculos.

Uma ajuda para eliminar esse sintoma, além da diminuição do ritmo, é treinar os músculos com exercícios como a musculação ou o treinamento funcional, por exemplo. Esses exercícios melhoram o aporte de sangue nos músculos, além disso, o músculo treinado precisará de menos oxigênio para trabalhar adequadamente.

Lembre-se também que a regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. “Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor”, explica o técnico de atletismo Carlos Ventura.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Aproveite o inverno para deixar a sua sopa ainda mais nutritiva

Ela pode continuar saborosa com ingredientes mais saudáveis.

sopa

Temperos prontos
Eles podem até ser práticos, mas têm pouquíssimos nutrientes. Segundo explica a nutricionista Daniela Cyrulin, de São Paulo, “tanto os caldos quanto os temperos prontos têm grande quantidade de sódio e gordura, podendo agravar doenças cardiovasculares”. Portanto, vale a pena gastar alguns minutinhos a mais no preparo e no cozimento para que a sopa fique realmente nutritiva.

Valor nutricional dos ingredientes
“É inevitável que alguns vegetais percam parte de seu valor nutricional ao serem adicionados à água fervente da sopa”, conta Amanda Epifanio Pereira, nutricionista do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional). Por isso, é fundamental não desprezar o caldo, que concentra boa parte dos nutrientes.

Outra dica que a nutricionista sugere é evitar preparar sopas cremosas à base de leite com carne. Isso porque o cálcio presente no leite interage com o ferro da carne, formando um complexo que o corpo humano não consegue absorver.

Sopas para bebês
Sopas são pratos típicos da dieta do bebê. Por isso, evite bater tudo no liquidificador, fazendo com que os ingredientes percam parte de seus nutrientes. A chef de cozinha e professora de gastronomia Cristine Maccarone sugere outro método: “O ideal é que a sopa seja passada pela peneira, pois ela continuará contendo pedaços sólidos e ainda estimulará a mastigação da criança”.

Modo de preparo
De acordo com a chef Cristine, bater alimentos no liquidificador faz com que eles percam parte de suas fibras. A porcentagem não é alarmante, mas, afinal, não custa nada evitar.

Por outro lado, não adianta sair picando tudo de qualquer jeito. A nutricionista Amanda alerta que quanto menor o tamanho dos alimentos, mais nutrientes eles perdem para o caldo. Assim, ela sugere que os legumes sejam cortados em pedaços maiores para poupar alguns nutrientes e as carnes em pedaços pequenos para melhorar a qualidade do caldo da sopa.

Congelamento
Há pessoas que preparam sopas em larga escala e aproveitam para congelar o que não consumiram no mesmo dia. O problema é que as etapas de congelamento e descongelamento da comida fazem com que ela vá perdendo seus nutrientes a cada novo processo.

Ainda assim, convenhamos, poucas pessoas têm tempo e disposição para preparar um novo prato todos os dias. É aí que vem a boa notícia. “Mesmo após o descongelamento, o valor nutricional da sopa permanece superior aos dos pratos prontos congelados, sopas industrializadas e fast-food”, explica a nutricionista Amanda Epifanio.

Uma dica para evitar uma perda significativa do valor nutricional da sopa é congelar o que sobrou em pequenos potes que contenham o equivalente ao que você consome em uma refeição. Assim, o que for esquentado será utilizado de uma só vez.

Ingredientes mais que bem-vindos
Sopas bastante nutritivas devem conter itens de todos os grupos alimentares: proteínas magras, como peito de frango e peixe; carboidratos, como batata e macarrão; verduras e legumes, como lentilha e ervilha; grãos integrais e cereais, como arroz e aveia; e temperos, como salsão, para diminuir a inclusão de sal.

Sopa milagrosa
Algumas sopas têm ingredientes que contribuem no combate a gripes e resfriados, conta Daniela. Uma delas é a canja de galinha. Isso porque, ao ser aquecida, a carne de galinha libera um aminoácido parecido com o princípio ativo usado em xaropes expectorantes, ajudando na fluidificação e na eliminação do catarro.

É bom evitar
Alguns alimentos podem até dar um toque saboroso à sopa, mas, se possível, devem ser evitados. Dois deles são queijos e creme de leite. “Eles adicionam gorduras saturadas, que são maléficas, diminuem o valor nutricional do prato e ainda aumentam as suas calorias”, alerta Amanda.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

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Câncer de pele: sete sinais que justificam uma consulta com o dermatologista

Análise de pintas e manchas na pele pode antecipar o diagnóstico da doença.

pele

Pele muito clara
Para se bronzear, a pele precisa de células chamadas melanócitos, que são as responsáveis por produzir o pigmento melanina – que por sua vez dá cor à pele. Pessoas de pele clara têm menos melanócitos, e consequentemente irão produzir menos pigmento quando expostas ao sol. “A melanina é o nosso protetor solar natural, e quanto mais o indivíduo a possui, maior a proteção ao se expor ao sol e menos dano ele terá”, diz a dermatologista Ranaia Papsukawa, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Dessa forma, aqueles de pele muita clara sofrerão os danos da exposição solar mais facilmente, tendo portanto um risco aumentado tanto para o câncer de pele quando para o aparecimento de manchas e envelhecimento cutâneo. Por isso é importante que pessoas com a pele mais clara e que dificilmente se bronzeia visitem o dermatologista regularmente, ainda que não haja qualquer pinta ou sinal suspeito.

Sardas no rosto
“As sardas (ou efélides) são características de pessoas de peles muito claras, muitas vezes ruivas e de olhos claros, e devido a isto devem ficar mais atentas”, diz a dermatologista Samantha Kelmann, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Isso não quer dizer que as sardas se tornarão um câncer – as causas da formação de um e de outro são diferentes. No entanto, pessoas com sardas normalmente são mais sensíveis à luz solar, sofrendo um maior risco de desenvolver de lesões solares.

Pintas espalhadas pelo corpo
Quem tem muitas pintas ao longo do corpo deve ficar atento. “Pode ser algum tipo de síndrome genética que envolve outros órgãos e os sinais cutâneos, às vezes, são as primeiras manifestações que chamam a atenção para um problema maior”, alerta a dermatologista Ranaia. Segundo a dermatologista Samantha, pode ser que as pintas sejam apenas marcas genéticas sem comprometimento clínico, mas de qualquer forma devem ser avaliadas por um profissional. “Isso porque uma das muitas pintas pode passar a sofrer modificações que indiquem um câncer, e a pessoa pode não ficar atenta às mudanças.”

Pintas que se concentram em uma área
Pessoas que têm uma alta concentração de pintas de determinadas partes do corpo, principalmente áreas de maior exposição solar, como os ombros, devem considerar avaliação médica. O acompanhamento se faz necessário devido a maior possibilidade de transformação maligna, explica a dermatologista Raiana.

Alterações nas pintas
Os nevos podem ser benignos ou malignos, por isso, precisamos observá-los e monitorá-los. De acordo com a dermatologista Samantha são seguidos os critérios “ABCD” para avaliação de uma pinta:

A: assimetria – lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares
B: bordas – pintas com bordas irregulares merecem mais atenção
C: coloração – se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser observado
D: dimensão da lesão – se houver mais de 6 mm, entram na classificação de lesão a ser monitorada.

“No entanto, não necessariamente uma pinta em relevo e com diversas cores ou contorno irregular será maligna, mas ainda sim deverá ser avaliado por um médico dermatologista”, explica Samantha. É importante ficar atento para algumas alterações: se a pinta começar a coçar, crescer, sangrar ou mudar de aparência (ficar mais áspera, mais escura ou clara), pode ser um sinal de malignidade e um motivo forte para procurar seu médico.

Pele com diferentes tonalidades
Algumas pessoas podem apresentar cores variadas na pele devido à exposição solar. Essa concentração de melanina em determinadas partes do corpo pede atenção e deve ser analisada por um dermatologista. “No entanto, essa diferença de tonalidade pode ser genética e não indicar malignidade”, explica a dermatologista Samantha. De um modo geral, é importante que toda a pele seja examinada, seja no consultório médico ou no autoexame em casa.

Histórico de queimaduras solares
Os danos em nossa pele causados pelo sol no geral são decorrentes da exposição feita na infância, nos primeiros seis anos de vida – por isso, mesmo que você use protetor solar agora, deve considerar visitar um dermatologista se no passado tomava sol de maneira desprotegida. Histórico de intensa exposição solar e queimaduras com formação de bolhas de água na pele na infância e adolescência merecem atenção redobrada.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Cuide da saúde dos olhos no inverno

A estação favorece o aparecimento da conjuntivite e os raios ultravioletas (UVA) se mantêm constantes, podendo causar problemas na retina.

olho

O inverno é um período que exige atenção redobrada para a saúde dos olhos. Neste período, a incidência dos raios ultravioletas se mantém constante e a falta de chuvas intensifica o clima seco, aumentando a poluição do ar e causando um desconforto visual.
A ausência do sol não deve estimular a pessoa a deixar os óculos protetores em casa. A radiação UVA é constante, independe da quantidade de nuvens no céu. Usar óculos de sol ou lentes fotossensíveis é importante, porque a maioria das lentes de óculos de grau não vem com filtro solar.
Os danos causados pelos raios UVA são cumulativos. Eles podem causar problemas na retina, como uma alteração na mácula (área central da retina) e aparecimento da catarata.
Outro problema bastante frequente no inverno é o chamado olho seco. Se o ambiente está mais seco e chove menos, além de ser poluído, os olhos sofrem mais, ocasionando a síndrome dos olhos secos. Ficar à frente de uma tela de computador por horas seguidas favorece o aparecimento da síndrome. A presença de secreção, dor, vermelhidão e ardor apontam para esse problema.
Piscar faz com que haja uma distribuição melhor das lágrimas, contribuindo para aliviar o desconforto. A persistência, porém, indica que a pessoa deve procurar um oftalmologista.
Outro perigo é o contágio da conjuntivite alérgica. Os ambientes fechados propiciam a propagação do vírus.

Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/

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Tire suas dúvidas sobre a cirurgia de miopia

Técnicas para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo são seguras, mas decisão pela mais adequada deve ser individual, orienta especialista.

miopia Dizer adeus aos óculos é um sonho de muitos. Com a promessa de zerar o grau, a cirurgia refrativa para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo tem sido cada vez mais procurada por aqueles que buscam uma visão perfeita sem o uso de lentes corretivas.

Mas antes de qualquer decisão, é preciso ter paciência. Conhecer como a cirurgia é feita e o que pode dar errado traz mais segurança para o paciente no procedimento – e conversar bastante com um especialista é um passo fundamental.
O oftalmologista Alfredo Tranjan, especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro da Associação Médica Brasileira, falou ao iG sobre o diferentes tipos de cirurgia disponíveis hoje e esclareceu muitas dúvidas que surgem na hora de optar pela cirurgia.

Os tipos

O oftalmologista explica que hoje existem 3 tipos de cirurgia mais utilizados: as técnicas Lasik, ILasik e PRK. A Lasik é feita com um aparelho chamado microcerato. Ele corta fisicamente (com uma fina lâmina) a região ao redor da pupila e levanta a córnea recortada para que o laser corrija o grau.

A técnica mais comum, por ter uma recuperação cirúrgica mais rápida, é a ILasik, que consiste em fazer um flap na córnea do paciente com o laser.

“Fazer um flap é recortar com laser uma ‘tampinha’ que recobre a pupila e então aplicar o laser específico para a correção do grau”, explica o médico.

Tanto a técnica Lasik como a ILasik são indicadas somente para pacientes que têm de 4 até 9 graus de miopia, dependendo da curvatura e da espessura da córnea.

“Depois disso, o resultado não fica bom”, alerta o oftalmologista.

Já a PRK é uma técnica que raspa a córnea, em vez de cortá-la.

“Raspamos apenas as células do epitélio, que é a primeira camada da córnea, com um bisturi específico para o olho. O paciente não pisca e é anestesiado. A técnica é indolor”, afirma Tranjan.

Depois de raspar o epitélio, é só enxugar a córnea com uma esponja e aplicar o laser, que é o mesmo usado nas técnicas Lasik e ILasik. Após a correção, o médico coloca uma lente de contato gelatinosa, que permanece até 72h no local, para a recuperação do epitélio.

Saiba mais sobre a anatomia e o funcionamento dos olhos

Trajan explica que a primeira camada da córnea, o epitélio, tem um alto poder de regeneração.

“Ele sempre se regenera, não existem casos de que não tenha se regenerado. Normalmente essa camada se recompõe em 48 horas”, diz.

“Quando acontece um trauma na córnea, entre 48 e 72 horas ela está totalmente recuperada”.

A recuperação nessa cirurgia, porém, é mais lenta do que nas outras duas técnicas. Ela também não é recomendada para quem tem graus acima de 4.

“Praticamente não há complicações no PRK. Quando você trabalha com o microcerato, se acontecer alguma coisa, coloca lente e espera regenerar”, explica o oftalmologista.

A aplicação do laser corretivo em todas as cirurgias não dura mais do que 8 segundos para cada olho. No caso do Lasik, em que há necessidade de cortar a córnea com um microcerato, isso leva cerca de 20 segundos. No ILasik, quando o corte é feito pelo laser, a duração é de 10 segundos. No PRK, a raspagem do epitélio também leva cerca de 10 segundos.

Riscos

Toda cirurgia é um risco. Porém, mesmo sendo em um órgão tão nobre do corpo, a cirurgia refrativa não coleciona um histórico pessimista. O oftalmologista Alfredo Tranjan explica que não existe o risco de uma pessoa ficar cega fazendo a cirurgia.

“Fazemos uma série de exames para saber se o olho é sadio. Além de ver o grau, medimos a pressão do olho, verificamos se a retina está íntegra e se não existem outras anomalias dentro do olho. Se tudo estiver sadio, é seguro operar”, explica.
Uma das preocupações mais comuns em que está pensando em se submeter ao procedimento é o descolamento do flap, a camada de córnea que é parcialmente levantada na cirurgia.

“É muito raro descolar, precisa acontecer um trauma muito forte no olho, porém pode acontecer em qualquer época da vida, mesmo anos depois da cirurgia. Nos últimos 20 anos só vi dois casos, em pacientes que praticavam esportes radicais. Mas é necessário alertar aqueles que vão fazer a cirurgia”, conta Tranjan.

Segundo Tranjan, o descolamento do flap não é motivo de pânico, pois o problema tem conserto.

“É só repor na mesma posição, porém o período de recuperação vai variar de 15 a 20 dias”, explica.

Outro receio muito relatado é o medo do flap descolar quando a pessoa coça os olhos.

“O olho não foi feito para ser coçado. Se coçar o olho no pós-operatório imediato, vai atrapalhar a cirurgia. Está tudo frágil, ainda não está aderido. Pode ser que tenha que esperar o epitélio se regenerar de novo”, alerta.

“Todo mundo que opera acaba nunca mais coçando o olho, de tanto temor. As pessoas fazem compressas geladas e a coceira passa.”

A recomendação médica é que, após a cirurgia, o paciente fique 30 dias sem entrar no mar e sem ir à academia.

“Ele poderia voltar tudo em 1 semana, pois esse é o tempo de recuperação, mas como as pessoas costumam abusar, ou talvez o risco de tomar uma cotovelada no olho, por exemplo, recomendamos 30 dias.”

Existe, porém, o risco do flap cicatrizar errado ou literalmente enrugar, caso a pessoa esfregue o local. Se isso acontecer, será preciso voltar ao médico, que lavará, hidratará e colocará o flap na posição normal.

“Quando o flap enruga, o paciente vai começar a enxergar embaçado, porém não sentirá dor”, diz o oftalmologista, recomendando que o paciente vá ao médico assim que perceba algo errado.

Olho seco

Quem conhece várias pessoas que já se submeteram à cirurgia refrativa, provavelmente já ouviu alguém reclamar de que ficou com o olho seco.

“Existem duas causas para olho seco. Uma delas é uma doença, e a pessoa deve fazer o teste de Schirmer para medir a quantidade de lágrimas. Se for insuficiente, não indicamos a cirurgia. Outros podem ter olho seco por conta de uma doença na pálpebra, a blefarite. Essa doença altera a composição da lágrima, mas é tranquilamente curada com pomadas e xampús”, explica Trajan.

No caso do olho seco pós-operatório, Tranjan explica que, como a curvatura da córnea é alterada, existe uma distribuição diferente das lágrimas na superfície do olho, uma situação que dura de 30 a 90 dias.

“Depois isso tudo volta ao normal, por isso receitamos colírios de lágrimas artificiais nesse período. Se o paciente trabalha sob o sol ou no ar-condicionado, a sensação de olho seco vai aparecer por um tempo maior. Nesse caso, a recomendação é evitar o sol e usar óculos de sol. No caso do ar condicionado, usar a lágrima artificial”, recomenda.

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E se a miopia voltar? O oftalmologista esclarece que esse problema era mais comum nos lasers antigos, pois o tipo de aplicação não era personalizado para as características individuais de cada paciente.

“Hoje em dia é muito difícil de acontecer. Trocamos pelos lasers da nova geração há um ano e meio”.

Para fazer a cirurgia é necessário ter mais que 21 anos, ter o grau estabilizado e estar há ao menos três dias sem usar lentes de contato, pois elas alteram a curvatura da córnea e com isso impedem oftalmologista de mensurar o grau correto. Também necessário avaliar com cuidado a real necessidade de fazer a cirurgia.

“É importante analisar caso a caso. Um arquiteto, por exemplo, trabalha muito com detalhes, minúcias, e precisa ter uma visão perfeita para perto. E se a cirurgia não ficar exatamente como ele espera? Ele provavelmente ficará insatisfeito. O mais importante sempre é garantir a qualidade de visão. A conversa do médico com o paciente é muito importante”, diz.

Fonte: http://saude.ig.com.br/

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Hepatite C pode favorecer o diabete

O vírus que causa flagelos ao fígado é acusado agora de financiar o diabete. Felizmente, os cientistas vislumbram uma nova era na caçada ao micro-organismo que já infectou 170 milhões de pessoas ao redor do globo. Veja como eles estão fechando o cerco.

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Silencioso. Todo médico recorre a esse adjetivo para descrever o ataque do inimigo que carrega, em sua ficha criminal, a denúncia de ser o maior responsável por um colapso no fígado. Descoberto há 20 anos, o vírus da hepatite C está na lista dos bandidos que assaltam o corpo sem dar bandeira durante décadas e, quando são flagrados, já causaram consideráveis estragos. Hoje o réu, que se vale do sangue para contaminar suas vítimas, não responde tanto por novos contágios. Desde que foram adotadas medidas de segurança, como uma triagem mais rigorosa nas transfusões nos anos 1990 e a consolidação do emprego de agulhas descartáveis, a transmissão despencou.

A questão, porém, é que milhões de brasileiros entraram em contato com o VHC, a sigla que classifica o infeliz, antes desse período e só agora sofrem as retaliações da invasão. “Vivenciamos atualmente uma epidemia de diagnósticos”, sentencia o infectologista Evaldo de Araujo, do Laboratório de Hepatites Virais do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O problema é que muitos casos ainda são detectados tardiamente”, constata Ricardo Gadelha, coordenador do programa de hepatites virais do Ministério da Saúde. A essa altura, o fígado já foi assolado por uma cirrose ou por um câncer. Aí, a única solução é o transplante.

Só que os atentados ao corpo não se restringem a esse órgão. Os especialistas colhem cada vez mais provas de que a forma crônica da hepatite C abre caminho ao diabete tipo 2. “Há algum tempo já percebemos que a prevalência desse distúrbio em portadores de hepatite é muito alta”, diz o hepatologista Edison Parise, da Universidade Federal de São Paulo. Até o momento, existem duas explicações para o elo, e tudo depende da identidade do vilão que se apodera do fígado. “O vírus do tipo 3 induz a resistência à insulina, o fenômeno que antecede o diabete”, explica Parise. “Já as versões 1 e 2 estão relacionadas ao acúmulo de gordura na glândula, condição que também favorece a doença.” Aliás, o processo de engorda do fígado é marca registrada em quase 70% dos pacientes de hepatite.

Os médicos têm bons motivos para dar ordem de prisão ao vírus o mais cedo possível. “Quando ele é eliminado, a resistência à insulina desaparece”, exemplifica Parise. Evitar que o malfeitor tenha condições de prosperar é o jeito de impedir o depósito de gordura no fígado e, de quebra, o próprio diabete. “E esses fatores favorecem a progressão da hepatite em si, propiciando graves lesões hepáticas”, alerta Parise. “O câncer de fígado é de três a quatro vezes mais frequente em quem apresenta ambas as doenças.”

Ora, já deu para notar que o sucesso da caçada depende de um diagnóstico precoce. “Todo indivíduo que se submeteu a uma transfusão de sangue antes de 1993, envolveu-se em acidentes com agulhas ou compartilhou seringas deve fazer o exame que acusa o vírus”, avisa Ricardo Gadelha. Mas não dá para se fiar na memória nem no excesso de confiança. “Entre 25 e 30% dos pacientes não sabem como contraíram a doença”, revela a hepatologista Rosângela Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordena um estudo pioneiro sobre o impacto das hepatites na população mineira.

Investigar é preciso. Não só para bolar o contra-ataque mas também para se certificar da necessidade do tratamento, que é protagonizado por uma dupla medicamentosa que deve ser utilizada ao longo de 24 a 48 semanas. O interferon, aplicado por meio de uma injeção, e a ribavirina, uma droga de uso oral, ampliam a ação do sistema imune e desarticulam a devassa no fígado. “A eficácia da terapia chega a 85% nos portadores dos vírus dos tipos 2 e 3 e a 50% se for o tipo 1″, conta o hepatologista Giovanni Faria Silva, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. O especialista lidera uma pesquisa internacional com 2 500 pacientes cujo objetivo é verificar até que ponto a terapia surte uma resposta virológica sustentada — o que, cá entre nós, dá para traduzir como cura.

O dilema é que a dupla dinâmica de medicamentos ainda deixa a desejar. “O tratamento apresenta efeitos colaterais expressivos, como anemia e depressão, e metade dos casos da forma mais comum de hepatite C não responde a ele”, lamenta Evaldo de Araujo. Por isso, os cientistas queimam neurônios em busca de estratégias de combate certeiras. Felizmente, já conseguem visualizar, num futuro não tão distante, uma nova era nessa batalha. O pelotão é encabeçado pelos inibidores de protease, comprimidos capazes de anular uma enzima crucial à multiplicação do vírus. “Só que eles não substituem a terapia padrão”, diz Silva. Um estudo americano acaba de mostrar que, aliados ao interferon e à ribavirina, os tais inibidores de protease multiplicam as chances de cura e cortam pela metade o tempo de tratamento.

Para cercar o vírus causador da hepatite C por todos os lados, outros agentes deverão ser recrutados. É o caso dos inibidores de polimerase. “Eles bloqueiam outra enzima necessária à formação de novas partículas virais”, diz o imunologista Ed Gustavo Marins, da Roche, laboratório que desenvolve a droga. A empresa testou em laboratório a parceria entre os dois inibidores e obteve resultados muito promissores. “Notamos que um potencializa o efeito do outro”, afirma Marins. Ainda ninguém sabe, porém, se a dupla, sozinha, seria uma alternativa à terapia atual.

Já foi uma imensa labuta colocar o agente da hepatite C no tribunal. Mas ninguém discute que uma tarefa mais complicada será silenciá-lo em definitivo. Com a palavra, o cientista americano que descobriu o arqui-inimigo do fígado, Qui-Lim Choo: “Ele é como um camaleão, que troca de cor para se adaptar ao ambiente e, assim, escapar das nossas defesas”. Seu colega brasileiro Evaldo de Araujo arremata: “Como o vírus sofre muitas mutações, consegue enganar os anticorpos produzidos pelo organismo”. Esse é o desafio de estudiosos da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, que testaram em ratos moléculas que impedem a entrada do vilão nas células — os anticorpos monoclonais. “Esperamos que eles possam ser usados em combinação com drogas antivirais em pacientes recém-diagnosticados”, conta a investigadora Deborah Molrine.

E que tal uma vacina com potencial para prevenir a infecção e, de quebra, auxiliar na terapia convencional? É em cima dessa solução que trabalha o homem que desmascarou o micro-organismo. “Há muitas dificuldades, a começar pela natureza do vírus e por sua variedade”, conta Choo. “Mas já mostramos há 18 anos que o imunizante é capaz de proteger chimpanzés.” A despeito dos entraves — que passam inclusive pelo alto custo das pesquisas —, a vacina deveria agir em duas frentes: instigar a fabricação de anticorpos e estimular as tropas de defesa contra o vírus. Não por menos, poderia ser convocada para incrementar o tratamento, fazendo parte de um coquetel anti-hepatite C. “Estou muito entusiasmado com a ideia”, diz Choo. Se depender dele e dos seus companheiros de luta, o vírus enfrentará, em breve, terríveis anos de chumbo. “Estamos no início do túnel, mas já conseguimos vislumbrar uma claridade”, vale-se da metáfora o médico Giovanni Faria Silva.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

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Cuidados com a saúde dos ossos dos 20 aos 50 anos

Entre todas as preocupações com a saúde e a aparência do corpo, os ossos costumam ser relegados a um segundo plano. Mas, como principal equipamento natural de sustentação do corpo, eles merecem ser alvo constante de atenções e cuidados ao longo de toda a vida – para garantir bem-estar duradouro e evitar maiores complicações na terceira idade.

ossos

“O pico de massa óssea se dá na terceira década de vida, na maioria das pessoas”, explica Marcelle Xavier, geriatra do Hospital Icaraí, em Niterói (RJ), e especialista em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense.

A partir de então, a densidade mineral óssea começa a cair progressivamente. Mulheres na pós-menopausa perdem entre 0,5% e 1,5% da massa óssea ao ano e precisam de atenção e cuidados mais intensivos.”

A razão para a saúde dos ossos preocupar mais às mulheres é simples: os hormônios femininos são importantes para fixar o cálcio, e a falta desse mineral é o que acaba enfraquecendo os ossos.

“No período do climatério (menopausa), é muito importante procurar o ginecologista para fazer um acompanhamento adequado e avaliar a necessidade de reposição hormonal; a partir daí, são recomendadas consultas anuais”, recomenda o ginecologista Renato Sá, membro da diretoria da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro.

Para cuidar dos ossos, medidas simples, porém eficazes, devem ser seguidas ao longo de toda a vida.

Quem quer ter uma massa óssea saudável deve ficar atento a quatro hábitos básicos, aponta o ortopedista Eduardo Vasquez, do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro (RJ), e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia: alimentação, prática de exercícios físicos, exposição ao sol e sono.

Doenças metabólicas hormonais, como problemas da tireiode e paratireiode, diabetes e Doença de Cushing são as causas mais comuns de patologias ósseas associadas, assim como a desnutrição nas fases iniciais da vida, que ainda é também causa importante de doença óssea no Brasil.

“Os sintomas mais comuns são o cansaço crônico, o excesso de sono e fraturas ocasionadas por pequenos traumas”, exemplifica Vasquez. Nestes casos, exames laboratoriais de rotina podem levar ao diagnóstico de doenças nutricionais e/ou metabólicas.

Para evitar transtornos, o ideal é cercar-se de cuidados desde cedo.

“O melhor tratamento para as doenças ósseas ainda continua sendo a prevenção”, garante Leinita Balbino, chefe do setor de Geriatria do Hospital Balbino (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

“Hábitos saudáveis de vida são a única garantia para uma velhice sem maiores problemas de saúde. Envelhecer não é fácil, e sem saúde fica muito mais difícil ter qualidade de vida nessa fase.”

Veja a seguir os principais cuidados recomendados por especialistas a serem tomados em cada faixa etária para garantir aos ossos uma saúde de ferro:

20 anos – Fase de captação e armazenamento do estoque ósseo

Pratique exercícios físicos regularmente: a atividade física preserva a absorção do cálcio pelos ossos, além de aumentar a resistência e o metabolismo ósseo. Deve ser mantida em todas as faixas etárias da vida, como medida principal de prevenção de problemas ósseos.

Tenha uma alimentação equilibrada: uma dieta rica em vitaminas e sais minerais deve incluir ainda porções ideais de cálcio, matéria-prima mais importante da estrutura óssea. Alimentos ricos em cálcio, como verduras, derivados do leite e carnes brancas, auxiliam a sua absorção durante a digestão dos alimentos. Também é cuidado que deve ser mantido ao longo de todas as demais faixas etárias.

30 anos – Fase de captação e armazenamento do estoque ósseo

Exponha-se moderadamente ao sol: para estimular a produção de vitamina D, é fundamental tomar sol em horários adequados – ou pela manhã ou ao final da tarde.

Evite o sedentarismo e o fumo: o problema está ligado à interação entre o fumo e o hormônio feminino, somada à liberação de radicais livres. O cigarro também diminui a função da célula responsável pela produção da matriz óssea, o que também ocasiona uma maior dificuldade para fumantes na consolidação de fraturas.

40 anos – Fase de manutenção do estoque ósseo

Dê atenção à qualidade do sono: é durante os períodos de repouso que o organismo libera hormônios que ajudam na captação do cálcio ao osso.

Monitore bem o uso de algumas medicações: o uso de glicocorticóides e de alguns anticonvulsivantes específicos também contribui para a perda da qualidade dos ossos e deve ser sempre monitorado e acompanhado por médicos.

Mantenha um acompanhamento médico na menopausa: no período do climatério, as mulheres devem procurar o ginecologista para fazer um acompanhamento adequado e avaliar a necessidade de passar por uma reposição hormonal.

50 anos – Fase de diminuição do estoque ósseo

Faça complementação de cálcio e vitamina D: recomendada mesmo em dietas já ricas nos dois componentes. Em relação à vitamina D, o cuidado deve ser ainda maior, já que idosos em especial estão mais sujeitos à deficiência da vitamina devido ao fato de a produção cutânea e a estocagem serem reduzidas ao longo dos anos.

Visite o médico regularmente: é recomendado acompanhamento médico para rastreamento e prevenção, além da realização anual de exames de densitometria óssea para detecção da osteoporose .

Fonte: http://saude.ig.com.br/

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Caxumba é papo de adulto

Essa doença não ficou no passado nem privilegia as crianças. E atenção: em gente grande ela é até mais perigosa.

caxumba

Hipócrates, o pai da medicina, relatou, no século 5 a.C., um mal que deixava suas vítimas com papo de pelicano, febre alta e dor ao salivar e mastigar. Sim, o sábio grego já estava descrevendo a caxumba. Mas, apesar do registro tão antigo, ela não é um assunto velho. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o número de infectados na região cresceu ligeiramente. Foram 150 casos em 2011, sem nenhum óbito, ante 163 em 2012, com duas mortes. Além disso, em 2013 foram identificados surtos na Austrália, no Paquistão e nos Estados Unidos.

Nos séculos passados, a caxumba era quase uma exclusividade dos pequenos. Isso começou a mudar só no final dos anos 1960, quando foi desenvolvida uma vacina contra o paramyxovírus, o causador da doença — hoje, ela compõe a tríplice viral, que também protege contra sarampo e rubéola. Assim, nas décadas seguintes, a maioria das crianças foi imunizada, diminuindo a incidência da encrenca nessa turma. Acontece que, embora a vacinação na infância costume levantar uma barreira contra a chateação na fase adulta, às vezes seu efeito se esvai com o tempo, principalmente
se a aplicação é inadequada. Daí o porquê de o paramyxovírus passar a acometer o pessoal que deixou a escola faz tempo. “Esse vírus, vale lembrar, é altamente transmissível pelas vias aéreas”, diz Gilberto Turcato Junior, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Ou seja, basta espirrar ou tossir para que ele se espalhe.

“Doenças que habitualmente incidem em crianças, quando surgem em outras faixas etárias, tendem a ser mais intensas”, alerta Celso Granato, chefe do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. A medicina não matou essa charada, mas se acredita que as defesas de um corpo maduro, ao enfrentarem a infecção, acabem desencadeando efeitos mais nocivos do que benéficos. O diagnóstico tardio, por negligência ou desconhecimento dos sintomas, ajudaria a agravar a situação.

Afinal, qual é o plano de ataque do paramyxovírus? Depois de entrar no corpo pelo nariz ou pela boca, ele se multiplica e, aí, cai na corrente sanguínea, onde começa sua viagem — o destino primário são as glândulas salivares. O organismo, por sua vez, não baixa a guarda e ativa as células de defesa, que criam uma reação inflamatória. O inchaço decorrente do combate surge de um só lado da mandíbula ou dos dois, e regride espontaneamente, de uma a três semanas após o início da infecção. Mas o paramyxovírus não conhece fronteiras: chega a afetar lugares como os órgãos reprodutores, as mamas, o pâncreas, o cérebro, o sistema auditivo e até o coração.

Ameaças diversas
Entre os efeitos comuns do vírus está a orquite, a inflamação nos testículos, que dá as caras em 50% dos adolescentes com caxumba e em 20% dos adultos infectados. Mais uma vez, pode se manifestar uni ou bilateralmente. “Uma das possíveis consequências, ainda que rara, é a esterilidade”, ressalta Granato.

As mulheres também sofrem com o pequeno adversário. Chamada de ooforite, a inflamação de um ou de ambos os ovários ocorre em 5% dos episódios no período após a puberdade, mas dificilmente isso progride para a infertilidade. Acima dos 15 anos, o índice de mastite — a inflamação das mamas — é de 15%. Em tempo: se apenas um dos lados é comprometido, o outro não fica protegido em uma eventual segunda infecção pelo paramyxovírus.

A caxumba chega até a comprometer as meninges, membranas que revestem a massa cinzenta e a medula espinal. Quando isso acontece, 60% dos pacientes reclamam de rigidez na nuca. “Mais comum no sexo masculino, a meningite viral é autolimitada”, explica Maria Claudia Stockler de Almeida, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso quer dizer que o próprio organismo geralmente consegue se livrar do perigo. Agora, existem situações em que a meningite foge do controle e põe em risco a vida do enfermo. Outra razão para acompanhar sua evolução de perto, sempre orientado por um especialista.

O tratamento clássico da caxumba é realizado com analgésicos, antitérmicos e repouso. Indivíduos que tomam medicamentos anticoagulantes, como aqueles à base de ácido acetilsalicílico, merecem atenção redobrada. Isso porque o vírus golpeia as plaquetas do sangue, células que auxiliam na coagulação, e, em conjunto com a ação dessas drogas, provocaria sangramentos.

Se o quadro é grave — e em especial quando aparecem alterações neurológicas —, os médicos optam por remédios mais fortes. “A ideia é evitar um processo autoimune e, ao mesmo tempo, manter a capacidade de o organismo combater a doença”, esclarece Raquel Muarrek, infectologista do Hospital e Maternidde São Luiz, na capital paulista.

Para fugir disso tudo, confira sua carteira de vacinação. Se não tem uma nem sequer sabe quais injeções recebeu, vá direto para o consultório e confira com o médico se precisa se imunizar. “Duas semanas após a aplicação da vacina tríplice viral, você já terá produzido quantidade suficiente de anticorpos contra a caxumba”, aponta Janete Kamikawa, pediatra e infectologista do Fleury Medicina Diagnóstica, em São Paulo. Está aí uma solução fácil para escapar de um oponente que, acredite, não liga para a sua idade.

Futuras mamães, cuidado!
Durante a gravidez, sobretudo no primeiro trimestre, a caxumba acarreta risco de aborto espontâneo. Por outro lado, não há evidências de que ela, por si só, culmine em malformação congênita. Só um alerta: gestantes não vacinadas na infância estão proibidas de tirar o atraso. Mulheres nem deveriam engravidar nos três meses seguintes à imunização.

Uma blindagem eficaz
O Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas aplicações da vacina tríplice viral: uma no primeiro ano de vida e outra entre os 4 e os 6 anos. Se você tiver pulado uma dessas etapas, o risco de sofrer com caxumba quando mais velho sobe. De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres entre 12 e 49 anos e homens de até 39 anos sem prova de imunização podem ser vacinados. Converse com seu médico.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

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O que fazer ao se queimar

Existem três graus de queimadura, conforme a profundidade da lesão. Esta, por sua vez, é determinada pela temperatura do agente causador e pelo tempo de exposição a ele. Todas as queimaduras doem muito, mas, paradoxalmente, as de primeiro grau são mais dolorosas que as de terceiro. Elas, no entanto, costumam ser cuidadas em casa. Bolhas grandes são sinal de que é preciso ir ao hospital.

queimadura

QUEIMADURA DE PRIMEIRO GRAU
O que é uma queimadura de primeiro grau:
Ela provoca apenas vermelhidão, porque só afeta a camada mais externa da pele, a epiderme. No entanto, é bastante dolorosa. Isso porque, de acordo com o cirurgião plástico Marcelo Borges, presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), estimula aqueles nervos responsáveis pelo tato. A lesão cicatriza naturalmente. É a mais comum nos acidentes domésticos — basta um esbarrão no forno ou no ferro de passar. Também pode surgir quando a pessoa se expõe ao sol sem proteção.

O que não fazer:
• Não assopre — em contato com o ar, a lesão dói mais.
• Não use gelo — o frio exagerado pode suspender a circulação do sangue no local.
• Não aplique pasta de dente, nem alimentos como ovo, óleo de cozinha, manteiga ou borrão de café — além de dificultarem o diagnóstico, eles precisam ser retirados pelo médico, causando ainda mais dor. Sem contar o risco de infecção.
• Não use pomadas à base de picrato de butensin — esse produto já foi proibido nos Estados Unidos.
• Não force a retirada da roupa grudada na pele — tire apenas o que se soltou.

O que fazer:
1 – Resfrie a região por alguns minutos com água corrente ou compressa de água gelada — nunca gelo. Isso bloqueia a onda de calor que se forma na pele queimada. Se ela for adiante, uma queimadura de primeiro grau pode evoluir para segundo.
2 – Ainda que seja uma queimadura pequena, não a subestime se ela incomodar. Proteja-a com um pano limpo ou com filme plástico — desses usados para cobrir alimentos. E então procure atendimento médico. Tirar a lesão do contato com o ar já reduz a dor.

QUEIMADURA DE SEGUNDO GRAU
O que é uma queimadura de segundo grau:
Ela atinge não só a camada mais externa, a epiderme, como parte da derme, a segunda camada da pele. Eventualmente, pode necessitar de cirurgia reparadora para cicatrizar. Nela, surgem bolhas porque, extremamente aquecidos, os vasos da derme se dilatam e deixam escapar o soro do sangue. Por conta desse vazamento de líquido, aliás, a queimadura de segundo grau pode causar desidratação. Além disso, após as primeiras 48 horas, ela predispõe a infecções no local queimado, que, malcuidadas, podem se tornar até generalizadas se a colônia de bactérias ganhar a corrente sanguínea.

O que fazer se as bolhas são pequenas:
1 – Resfrie a região afetada com água corrente ou compressa de água gelada.
2 – Depois, lave com água corrente e sabão neutro.
3 – Aplique uma pomada de sulfadiazina de prata na região, mantendo-a arejada.
4 – Tome um analgésico.

O que fazer se as bolhas são grandes:
1 – Depois de resfriar a área, proteja as lesões com um pano limpo ou filme plástico — usado para cobrir comida — e corra para um pronto-socorro.
2 – Não aplique nada sobre o local, nem mesmo a pomada de sulfadiazina de prata. No hospital, é possível que a vítima tenha que tomar a vacina antitetânica por conta do risco de infecção.

QUEIMADURA DE TERCEIRO GRAU
O que é uma queimadura de terceiro grau
Ela destrói toda a espessura da pele e atinge o tecido subcutâneo, com risco de chegar até os ossos. Dada a profundidade das lesões, pode causar infecções, provocar amputações ou até matar. O tratamento geralmente é demorado e requer várias cirurgias reparadoras. A lesão de terceiro grau costuma ser esbranquiçada, endurecida e insensível ao toque, já que, nesse nível, o calor destruiu completamente as terminações nervosas. Nesse grupo estão, principalmente, as queimaduras provocadas por choques elétricos e produtos químicos.

Em primeiro lugar:
Chame o serviço de emergência se a pessoa estiver com boa parte do corpo comprometida.
O que fazer:
1 – Resfrie a região com água corrente ou compressa de água gelada. Ainda que a pele esteja totalmente chamuscada, é preciso insistir em conter o calor.
2 – Não tente tirar à força pedaços de roupa grudados nos ferimentos, mesmo após o resfriamento.
3 – Remova a vítima para o pronto-socorro mais próximo, com as lesões cobertas por pano limpo ou filme plástico, aquele usado para proteger comida.

QUEIMADURA QUÍMICA
Causada por produtos químicos, como o próprio nome diz, ela pode danificar os tecidos profundamente, como se tivesse sido provocada por fogo. Em casa, tome cuidado com soluções para limpeza de azulejos, pedras ou mármore.

Como proceder:
1 – Retire o produto químico usando água corrente em abundância por vários minutos. Depois, faça compressas de água gelada.
2 – Remova a roupa contaminada em que o produto respingou. Evite que ela tenha contato com partes do corpo não afetadas.
3 – Retire o rótulo do produto que causou o acidente para mostrar ao médico.
4 – Leve a vítima para o pronto-socorro.

Fonte: Revista Saúde

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