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Mamografia: exame detecta o câncer de mama

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A mamografia é um exame radiológico para avaliação das mamas, feita com um aparelho de raio-X chamado mamógrafo. Pode identificar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos, ou calcificações. Este exame é usado para detecção precoce do câncer de mama antes mesmo de ser identificado clinicamente por meio da palpação. O estudo Swedish Two-County Trial of mammographic screening, feito com 133.065 mulheres durante quase três décadas, mostrou que a mamografia regular pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.

Tipos de mamografia
Existem dois tipos de aparelhos de mamografia: o convencional e o digital. Ambos utilizam o raio-X para a produção da imagem da mama. A diferença está na forma como ocorre a captação da imagem mamográfica.

Mamografia convencional: utiliza com um filme que após a exposição da mama ao raio-X deve ser processado. A imagem da mama é armazenada no próprio filme e caso haja algum problema técnico com o filme, este terá que ser refeito.
Mamografia digital: utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A mamografia digital oferece vantagens em relação à convencional. A imagem mamográfica pode ser armazenada e recuperada eletronicamente. Permite ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor da estação de trabalho, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-la. Existem, ainda, softwares que auxiliam na detecção de lesões. Com todas essas ferramentas, a mamografia digital pode requerer menor repetição de imagens em relação à analógica, reduzindo assim a exposição à radiação.

Até o momento, os estudos não demonstraram diferenças significativas entre a mamografia digital e analógica, com relação à capacidade de detecção do câncer de mama para a população geral. No entanto, a mamografia digital parece ser mais precisa do que a mamografia convencional em mulheres mais jovens e com mamas densas.

Quando o exame de mamografia é pedido:
A principal indicação da mamografia é para o rastreamento do câncer de mama. Nesse caso, a mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. Porém, para aquelas que possuem casos de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau (mãe, irmã e/ou filha), o risco de câncer de mama pode ser maior que o da população geral. Nestes casos, a mamografia pode começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram a doença. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha deve começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos. A mamografia, porém, não é recomendada antes dos 25 anos porque a mama é mais susceptível à radiação nessa faixa etária. Mesmo mulheres que tiveram casos familiares muito cedo (aos 30 anos, por exemplo), devem esperar até os 25 para fazer a primeira mamografia. Antes disso, a indicação nesses casos são ultrassonografias.

A mamografia também é indicada para:

Fins de diagnóstico, como na avaliação de alguma queixa clínica (dor, presença de nódulo palpável ou alterações na aparência da mama)
A avaliação de alteração encontrada em outros exames de diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia
Os homens também podem ter câncer de mama (em cada 100 mulheres com câncer 1 homem poderá ter a doença). Por isso, a mamografia pode ser usada também na avaliação da mama masculina (no aumento do volume denominado de ginecomastia ou presença de nódulo palpável).

Cuidados no dia do exame
Avise ao técnico caso você apresente: se:

implantes mamários. A técnica utilizada nestes casos é diferente, sendo necessárias incidências mamográficas adicionais
alteração na pele (presença de verrugas, cicatrizes cirúrgicas, queimaduras, alergias) ou caso já feztenha feito uma biópsia de mama. Ter este conhecimento poderá ajudar o médico no diagnóstico correto das alterações
Preocupação com uma área específica da sua mama. Mostre ao técnico para que esta possa ser analisada com mais atenção
Limitação de movimento como rigidez muscular, dificuldade para levantar os braços e outros problemas que poderão dificultar o posicionamento correto da mama
Sensibilidade ou alteração em alguma área da pele
Gravidez ou suspeita de gravidez (é importante saber a data da última menstruação), pois a radiação pode afetar a formação do bebê. Caso haja indicação clínica para realização do exame, este deverá ser feito utilizando um protetor abdominal.

Não se esqueça:
Caso tenha mamografia ou outro exame de mama realizados anteriormente, leve os resultados. Às vezes, devido à apresentação muito sutil de um câncer, o único modo de se detectar uma alteração é a comparação dos exames anteriores, no qual se analisa o aparecimento ou modificação de um achado já presente
Não use desodorantes ou outros cosméticos na região da mama e axila, pois eles podem afetar os resultados.

Como a mamografia é feita:

A mamografia é feita por um profissional em radiodiagnóstico. As imagens de raios-X são interpretadas por um médico radiologista, oncologista ou mastologista.

Você precisará retirar a roupa da cintura para cima e colocar um avental apropriado, além de ter que remover qualquer acessório que possa se sobrepor à mama e interferir na imagem radiográfica. Para fazer o exame, você ficará em pé e fará pelo menos duas imagens de uma mama, sendo uma de cada vez. A mama será comprimida firmemente entre duas placas planas a fim de espalhar o tecido mamário e reduzir a dose de radiação necessária para obtenção de uma imagem adequada. Todo o tecido mamário e a axila devem ser incluídos na análise.

A compressão causada pela mamografia pode causar certo desconforto à mulher, mas não deve machucá-la.

Mulheres que têm implantes mamários farão um maior número de incidências mamográficas, geralmente quatro em cada mama (ao invés de duas como na paciente sem implante). Duas delas devem incluir o tecido mamário e o implante, mas saiba que a mama será comprimida gentilmente para não causar danos. As outras incidências servem para analisar melhor o tecido mamário. Nestas, o implante será descolado em direção ao tórax, de forma a pegar o máximo de tecido mamário somente para ser comprimido.

As imagens, sejam em filmes ou enviadas eletronicamente para uma estação de trabalho, serão analisadas por um médico especialista. Em alguns casos, após a mamografia, pode ser que você seja solicitado a esperar alguns minutos, para o caso de a mamografia precisar ser refeita em um espectro mais ampliado – isso porque, nessa análise inicial, um técnico com treinamento para isso pode encontrar uma alteração suspeita, que necessita de ampliação para um estudo mais detalhado. Você também poderá ser chamada para retornar em um outro dia, caso o médico que está analisando seu exame necessite de algum complemento para tirar eventuais dúvidas. Isso não significa que você tem um câncer, mas que tudo está sendo feito para oferecer o melhor exame possível. Os resultados do exame levam de dois a sete dias para ficarem prontos, dependendo da rotina estabelecida por cada serviço.

Tempo de duração do exame:
Cada incidência mamográfica dura apenas alguns segundos. Geralmente, os exames são agendados a cada 15 minutos de forma que haja tempo suficiente para troca de roupa e posicionamento do paciente, além da realização de todas as incidências mamográficas que forem necessárias.

Recomendações pós-exame:
A mamografia pode ser desconfortável no momento do exame, mas raramente a dor persistirá. Dessa forma, você poderá prosseguir o seu dia normalmente após o exame.

Periodicidade do exame:
Para pacientes assintomáticos, da população geral, o Colégio Brasileiro de Radiologia recomenda que se inicie a partir dos 40 anos e depois anualmente.
Pessoas com risco aumentado para câncer de mama poderão iniciar antes dessa idade, sendo que, nestes casos, devem seguir a orientação médica apropriada.
Pacientes que apresentam alguma alteração caracterizada pelos achados de imagem como provavelmente benignas fazem um controle a cada seis meses no primeiro ano e depois anual por dois anos, caso não haja alteração.
Grávida pode fazer?
Sim, caso haja indicação clínica. O câncer de mama também poderá aparecer durante a gravidez. Neste caso, é utilizado um protetor de chumbo no abdômen para proteger o feto.

Referências
Márcia Mayumi Aracava, radiologista do Grupo de Mama do Fleury Medicina e Saúde
Vilmar Marques, presidente do departamento de oncoplástica da Sociedade Brasileira de Mastologia
Lorena Amaral, radiologista do laboratório Pasteur

 

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Bactéria recém-descoberta pode ter participação na doença gengival

Pesquisadores na Universidade de Michigan identificaram uma bactéria normalmente presente na flora bucal de ratos que chamaram de NI1060. Essa bactéria está associada com o desenvolvimento de um modelo de periodontite em ratos. Os pesquisadores descobriram que a NI1060 se acumulava em locais onde o tecido gengival fora danificado e ativavam uma proteína na cavidade bucal que estimula células destruidoras de osso. Em circunstâncias normais, essa proteína, Nod1, combate bactérias nocivas no corpo.

“Nod1 é uma parte dos nossos mecanismos de proteção contra infecção bacteriana”, diz o autor correspondente Noahiro lnohara, Ph.D., professor associado de pesquisa no Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, Ann Harbor. “Ela nos ajuda a combater a infecção por meio do recrutamento de neutrófilos, células sanguíneas que atuam como matadoras de bactérias. Ela também remove bactérias nocivas durante a infecção. Entretanto, no caso de periodontite, o acúmulo de NI1060 estimula a Nod1 a ativar neutrófilos e osteoclastos, células que destroem ossos na cavidade bucal”.

Os pesquisadores também observaram que enquanto a Nod1 regula a resposta do sistema imunológico à NI1060, ela não deixa a NI1060 se acumular nos locais de doença gengival.

“Os achados deste estudo ressaltam a conexão entre bactérias benéficas e nocivas que normalmente residem na cavidade bucal, como a bactéria nociva causa a doença e como um paciente em risco pode responder a essa bactéria”, diz o coautor do estudo Dr. William Giannobile, professor de odontologia e presidente do Departamento de Periodontia e Medicina Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan.

- Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive.

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Saiba como evitar a cãimbra

Especialistas dizem que melhor que comer banana ou peixe, o grande segredo para diminuir a frequência das cãimbras está no bom preparo físico e na hidratação

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A dor é inconfundível. É só esfriar um pouco ou exagerar no exercício que já se anuncia aquela sensação súbita de que o músculo está se afinado, contorcendo. Os espasmos são frequentes e prolongados e é possível até ver, por um momento, o novo formato do músculo contorcido. “A cãimbra geralmente é sinal de fadiga”, diz o médico Ricardo Munir Nahas, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

A cãimbra é a contração involuntária do músculo. Ainda não se sabe definir a causa específica, mas sabe-se que está relacionada com a falta de preparo físico, temperatura, desidratação e também com a circulação do sangue. “Ela pode ocorrer em qualquer músculo do corpo, principalmente na parte inferior, como coxa e panturrilha”, diz.

Por isso é tão comum aquela cena do jogador de futebol que para repentinamente de correr, levando a mão na perna e reclamando de cãimbra. Quando a atividade física é feita além da conta, a dor logo aparece. O jeito é alongar e massagear o músculo para acabar com a contração. Nahas afirma que para prevenir a dor vale variar o ritmo do treino, não deixando o músculo “esquentar” tanto, além de trabalhar o condicionamento físico.

O cirurgião vascular Walter Campos, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, explica que a contração acontece devido ao excesso de ácido láctico no músculo. “A pessoa faz muito exercício e ocorre a alteração da obtenção de energia. A energia fica acumulada. Para evitar a cãimbra, é bom a pessoa ter um bom preparo físico”, diz.

O alongamento antes do treino não necessariamente vai evitar a ocorrência de cãimbra. “Alongar vai apenas favorecer a amplitude do movimento e com isso cansar menos, mas não vai evitar este tipo de contração muscular se a pessoa não estiver com um bom condicionamento físico”, diz Nahas.

Leia também: Estica, puxa, aquece: a importância do alongamento

Outra dica importante é se hidratar. Nahas explica que não é para beber água na hora da atividade física apenas, mas manter o corpo hidratado sempre, assim a incidência de cãimbra vai diminuir. ” A desidratação influencia na questão do ácido láctico e também na tolerância ao aquecimento do músculo”, disse.

A cãimbra também pode acontecer por causa do frio. É a chamada cãimbra noturna, quando no meio do sono a pessoa acorda com o pé ou a panturrilha se contorcendo. ” Quando dormimos a temperatura corporal diminui, assim como a temperatura externa. Para quem tem este tipo de cãimbra com frequência, a solução é usar uma meia”, diz.

Sinal de algo pior

A cãimbra não é uma doença, mas,em alguns casos, ela pode ser oriunda de doenças. ” Além do excesso de atividade física, outros fatores podem ocasionar cãimbra, como doenças venosas, varizes, sequela de acidente vascular cerebral, ou ainda alteração de eletrólise do sangue. Neste último caso, ocorre a baixa de pressão arterial e minerais como potássio e magnésio não são repostos. O músculo reclama”, diz Campos.

Leia também: Está com sede? Beba leite!

O médico afirma que comer banana, peixe ou qualquer alimento rico em minerais antes do treino também não vai adiantar. ” Isso é bobagem. A absorção dos minerais é muito lenta e não vai ter resultado. É preciso uma boa alimentação regular, todos os dias”, afirma Campos.

Não há estudos conhecidos sobre o fato, mas acredita-se que todo mundo já teve, tem ou vai ter cãimbra um dia. ” O que ocorre é que algumas pessoas podem ter mais propensão. Um atacante, que corre muito mais que um goleiro, ou um velocista, por exemplo, exigem mais dos músculos e provavelmente sofrerão mais de cãimbra”, diz Nahas.

Fonte: http://saude.ig.com.br/ 

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Oito benefícios do sono para sua saúde

Dormir bem pode prevenir obesidade e depressão

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Previne a obesidade
Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade – portanto, pessoas que tem dificuldades para dormir produzem menores quantidades desta substância. “A consequência disso é ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito”, explica a neurologista Rosa Hasan. Além disso, o grupo dos insones produzem uma maior quantidade de um outro hormônio, a grelina, uma substância que está relacionada a fome e a redução do gasto de energia.

Outro fator é importante é a perda de gorduras – segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura.

Combate à hipertensão
Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovou que um sono profundo e ininterrupto está relacionado a bons níveis de pressão arterial. A neurologista Rosa Hasan explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. “Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite”, explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão.

Fortalece a memória
Pressão que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor as informações do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando habilidades como memória e aprendizado.

O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. “Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas”, diz.

Previne depressão
As chances de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio, nos Estados Unidos, que analisou mais de dez mil pessoas.

Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado “normal” – de seis a oito horas por noite – tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.

Favorece o desempenho físico
Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento. Essa substância só começa a ser produzida aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir – por conta disso, pessoas que tem o sono fragmentado sofrem dificuldades de sintetizar esse hormônio. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia.

Controla o diabetes
Pessoas com diabetes e tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores monitoraram o sono de pessoas com diabetespor seis noites. Os participantes que tiveram o sono de má qualidade tiveram aumento de 23% nos níveis de glicose no sangue e 48% nos níveis de insulina. Usando esses números para estimar a resistência insulínica do indivíduo, os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência insulínica que os portadores com sono de qualidade.

De acordo com a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. ?É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. Quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes?, explica.

Diminui o risco de doenças cardiovasculares
Uma pesquisa da Warwick Medical School, nos Estados Unidos, mostra que a privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares. Os autores do estudo conduziram uma investigação que acompanhou durante 25 anos mais de 470 mil pessoas em oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.

De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.

Melhora o desempenho no trabalho
Pessoas que tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite ou não dormem o suficiente não conseguem atingir os estágios mais profundos do sono, e por isso não descansam de forma adequada.

O especialista em medicina do sono Daniel Inoue, do Hospital Santa Cruz, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.

“O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada”, alerta Daniel.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Alimentação correta antes do exercício físico faz toda a diferença

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Engana-se quem acha que pode obter bom resultado ao se exercitar sem se preocupar com a alimentação – ou até mesmo ficar em jejum antes de um treino. Uma boa dieta faz toda a diferença. Seja para melhorar o preparo físico, pois se a pessoa comer direito pode perder gordura extra, ou seja na recuperação do corpo depois de muita malhação.

Assim, a ideia muito difundida de que treinar em jejum ajuda a perder peso é puro mito. De acordo com a nutricionista Rubia Maciel, da Natue, essa prática embora possa até fazer perder peso, gera prejuízos enormes para a saúde.

“A pessoa perde peso até, mas os quilos perdidos não são da gordura, e sim do músculo. Sem a alimentação adequada, o organismo não tem energia para praticar a atividade, e, como os músculos e os órgãos vão precisar de uma fonte de energia, o corpo retira isso do músculo”, explica, ressaltando que o ideal é que se faça um lanche leve para a pessoa não se sentir pesada.

Antes do treino, o ideal é escolher alimentos com baixo índice glicêmico, como pães integrais, cereais, batata doce ou frutas. Estes alimentos têm digestão mais lenta, portanto o açúcar será liberado no organismo aos poucos, mantendo a energia constante.

A batata-doce é considerada um ótimo carboidrato para quem pratica exercícios, e deve ser consumida antes do treino

“Alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, bolachas, açúcar refinado, bolos e tortas, podem levar a sintomas de hipoglicemia, que é a queda brusca de açúcar. Eles são rapidamente digeridos e o açúcar vai entrar rapidamente no sangue”, explica a nutricionista Karina Valentim, da PB Consultoria em Nutrição.

“A média ideal de carboidrato que a refeição deve conter é de 25 a 30 gramas, mas isso depende muito do tipo de exercício que a pessoa vai fazer”, explica.

Segundo Karina, os sinais da hipoglicemia são tontura, fadiga, tremores e dores de cabeça durante o exercício. “O ideal, então, é consumir alimentos de baixo ou médio índice glicêmico de 1 hora a 40 minutos antes do treino”, explica.

Karina recomenda evitar a associação de muitos alimentos ricos em fibras, pois elas podem fermentar e causar desconforto abdominal durante o exercício.

Depois do treino: melhor escolher as proteínas

Depois do treino, o alimento ideal para recuperar a massa muscular perdida durante o exercício é a proteína. Mas ela não deve vir sozinha: “A refeição deve conter uma quantidade menor de carboidrato a fim de recuperar o glicogênio muscular (combinação de moléculas de glicose que liberam energia para os músculos durante o exercício) utilizado durante o exercício”, explica Karina. Com isso, é possível prevenir lesões e melhorar o rendimento no treino seguinte.

Alimentos protéicos como peito de peru, queijo branco, ricota, cottage, iogurte, leite, carnes magras e soja desempenham essa função com maestria.

A nutricionista também recomenda que os alimentos sejam consumidos em até uma hora após o treino. “Estudos científicos mostram que esse é o tempo em que o organismo estará apto a recuperar o que foi usado durante o exercício”, explica.

Fonte: http://saude.ig.com.br

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Vacina tetra viral

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 O que é a vacina tríplice viral

A vacina tetra viral é uma atualização da vacina tríplice viral e consiste na combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e catapora, apresentada sob a forma liofilizada, em frasco-ampola com uma ou múltiplas doses. Todos os quatro componentes desta vacina obrigatória são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida.

Doenças que a vacina tetra viral previne
O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do terceiro mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar.

A caxumba é uma doença contagiosa que provoca o inchaço doloroso das glândulas salivares. A caxumba é causada por um vírus, que se dissemina de uma pessoa para outra através de gotículas respiratórias (por exemplo, ao espirrar) ou por contato direto com itens que foram contaminados pela saliva infectada.

A rubéola é uma infecção na qual há erupção na pele. Na chamada rubéola congênita, a mulher grávida é infectada com rubéola e passa a doença para o bebê dentro do útero. A doença é causada por um vírus disseminado pelo ar ou por contato próximo. Uma pessoa com rubéola pode transmitir a doença a outras pessoas desde uma semana antes do início da erupção até uma a duas semanas depois do seu desaparecimento.

Como a vacina é aplicada para a maioria das crianças, a rubéola é muito menos comum atualmente. Praticamente todos os que recebem a vacina são imunes à rubéola. Imunidade significa que o organismo desenvolveu uma defesa contra o vírus da rubéola. Em alguns adultos, a vacina pode perder a eficácia e não protegê-los completamente. É recomendado às mulheres que podem engravidar e a outros adultos receber uma dose de reforço.

A catapora é uma doença comum em crianças e adultos. Uma pessoa com catapora podem apresentar centenas de bolhas que causam coceira, se rompem e encrostam. A maioria dos casos de catapora ocorre em crianças menores de 10 anos. A doença costuma ser moderada, embora possam ocorrer sérias complicações em alguns casos. Normalmente, os adultos e as crianças mais velhas ficam mais gravemente doentes do que crianças menores.

O principal sintoma são as bolinhas que aparecem na pele. Uma criança comum chega a desenvolver de 250 a 500 bolhas pequenas que coçam sobre os pontinhos vermelhos na pele. A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou através de tosse ou espirro. Geralmente, a vacina previne a doença completamente ou a torna muito moderada. Mesmo aqueles que estão infectados com uma versão moderada da doença podem ser contagiosos.

Indicações da vacina
A vacina está indicada a partir dos 12 meses. Recomenda-se a aplicação aos 15 meses, juntamente com o primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e da vacina contra a poliomielite.

Doses necessárias da vacina tetra viral
A vacinação realizada em duas doses, uma aos 15 meses e um reforço aos quatro anos de idade. No ano de implementação (2013), ela contou como segunda dose da tríplice viral.

Administração da vacina
A injeção é feita via subcutânea no braço.

Contraindicações
- Antecedente de reação anafilática sistêmica após a ingestão de ovo de galinha. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno (ingestão de ovo de galinha, por exemplo);

- Gravidez;

- Administração de imunoglobulina humana normal (gamaglobulina), sangue total ou plasma nos três meses anteriores; As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados;

- As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica;

- Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses).

Não são contraindicações: vacinação recente contra a poliomielite, exposição recente ao sarampo, caxumba ou rubéola, história anterior de sarampo, caxumba ou rubéola e alergia a ovo que não tenha sido de natureza anafilática sistêmica.

Caso ocorra a administração de imunoglobulina humana normal, sangue total ou plasma nos 14 dias que se seguem à vacinação, revacinar três meses depois. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação.

Efeitos adversos possíveis da vacina tetra viral
Febre e erupção cutânea de curta duração, ocorrendo habitualmente entre o quinto e décimo dia depois da vacinação. Meningite, de evolução em geral benigna, que aparece duas a três semanas depois da vacinação. Artralgias e artrites, mais frequentes nas mulheres adultas. A frequência dos eventos varia de acordo com a cepa vacinal utilizada, particularmente em relação à vacina contra a caxumba.

Onde encontrar
A vacina está disponível na rede pública.

Perguntas frequentes


Existem exames que podem identificar se estamos imunizados?
Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?
Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas. “Entretanto, essa regra só vale para vacinas que continuam sendo recomendadas na idade adulta, como hepatite B, tétano, coqueluche e difteria”, alerta a pediatra Isabella. Até mesmo doenças clássicas da infância, como caxumba, sarampo e rubéola, continuam tendo recomendação da vacina para adultos e precisam ser tomadas. Entretanto, vacinas que você deveria ter tomado durante a infância somente, e que perdem a recomendação para adultos, pois o risco da doença não existe mais, não precisam ser tomadas. Um exemplo é o rotavírus, uma doença que é muito grave na infância e deve ser vacinada no período, mas que para os adultos não causa impacto além de cômodo, perdendo a necessidade da vacinação. “Por isso é importante seguir o calendário do nascimento à terceira idade respeitando as idades prioritárias.”

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?
Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente.

Se eu tomei a vacina combinada, preciso tomar a mesma individualmente?
Vacinas combinadas, como a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), a MMR (caxumba, sarampo e rubéola) e a pentavalente (tríplice mais o haemophilus e a hepatite B), são um conjunto de diversas vacinas em uma só, como o próprio nome diz. Ao tomá-la, você já está adequadamente imunizado para todas as doenças listadas na vacina, não precisando se vacinar para uma doença isoladamente – um exemplo seria tomar a tríplice viral e depois uma vacina apenas de tétano. “No entanto, você pode ser solicitado a tomar novamente a vacina isoladamente em caso de necessidade de reforço por tempo ou exposição a um dos patógenos em particular, como uma epidemia de sarampo”, afirma o imunologista Eduardo.

Posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?
Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. “Na prática, provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina”, explica a pediatra Isabella. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. “Um exemplo é a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente”, afirma o imunologista Eduardo.

Posso atualizar toda a carteirinha de vacinação de uma vez?
Se você for uma pessoa saudável, que não estiver com o sistema imune debilitado, não há qualquer impedimento. O único problema é o desconforto de ser vacinado várias vezes seguidamente.. Há também aquelas vacinas que são separadas em doses, e o ideal é que essas sejam respeitadas, para que a resposta do sistema imune seja duradoura.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?
No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem, segundo a pediatra Isabella, somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?
Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. “Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente”, diz a pediatra Isabella. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente. “Nesses casos, é como se ela nunca tivesse se vacinado.”

Fonte: www.minhavida.com.br

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Estilo de vida saudável combate o envelhecimento; entenda

 

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Cuidar da saúde pode fazer mais do que retardar o processo de envelhecimento. Segundo pesquisa, pode até mesmo reverter os danos causados pelo tempo. A informação vem de um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que mostra que manter uma rotina de exercícios, uma dieta equilibrada e praticar técnicas que permitam reduzir ou aliviar o estresse, como ioga, aumentam a vida útil das células.

Para chegar à conclusão, médicos avaliaram o impacto do estilo de vida sobre os telômeros, estrutura que funciona como uma capa nos cromossomos e que protege contra o envelhecimento. Para entender o papel deles basta pensar no acabamento de um cadarço de sapato que evita que o tecido fique desfiado.

A pesquisa se baseou em dados coletados em dois grupos formados por homens diagnosticados com câncer de próstata. Nenhum deles havia feito cirurgia ou iniciado tratamento. Metade deles seguiu sem mudanças. A outra foi submetida a uma mudança de estilo de vida radical, monitorada por médicos, nutricionistas e psicólogos.

A dieta do grupo de controle passou a ingerir grandes quantidades de proteínas vegetais, frutas, vegetais e grãos integrais, além de poucos índices de gordura e carboidratos processados. Os homens passaram a praticar ioga, a meditar e a fazer exercícios de forma moderada, como 30 minutos de caminhada, seis dias por semana.

Monitorados por cinco anos, os homens submetidos à nova rotina mostraram que os telômeros aumentaram cerca de 10%. Os dos demais homens seguiram o processo de degeneração natural e diminuíram cerca de 3%. A pesquisa, divulgada pelo jornal Daily Mail, no entanto, não constatou diferenças na evolução da doença entre os grupos.

Fonte: www.minhavida.com.br

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Conheça os prós e contras de cada posição para dormir

A melhor posição é a de lado, mas as outras podem ser corrigidas.

dormir

Poucos hábitos são tão eficientes para melhorar a saúde do que dormir: fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças cardiovasculares e até mesmo previne a obesidade e a depressão! Mas para conseguir todos esses benefícios, só tendo uma noite muito bem dormida. E um dos fatores que podem estragar tudo isso é a posição em que nos deitamos. “Para podermos descansar e relaxar a musculatura, precisamos de suporte adequado para não torcer ou tensionar as articulações”, comenta o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Mecidina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Ao dormir em uma posição não adequada, a pessoa pode acordar com dores nos músculos, membros, músculos ou na cabeça, além de sensação de sono não profundo”, completa o especialista.

Ficou preocupado com a forma como você dorme? Para você saber se está errando ou acertando nessa hora, desvendamos as principais posições para dormir e indicamos como deixá-las melhores ou até mesmo a aprender a mudar e adotar uma forma mais saudável na hora do sono!

Dormir de lado

Se você costuma deitar-se completamente de lado, parabéns! Essa é considerada a melhor posição para dormir. Você sabe por quê? “A questão é que ao se deitar de lado, você consegue manter a coluna mais alinhada”, ensina o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Além disso, é uma posição que permite que tanto a cabeça quanto os pés fiquem da altura do coração, o que facilita muito a circulação, fazendo com que o corpo funcione normalmente durante o período em que você está dormindo.

Como melhorar a posição de lado

Porém, não adianta apenas ficar deitado do jeito certo, alguns ajustes são necessários. Primeiro, o travesseiro: “o ideal é que ele tenha a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada”, estabelece o ortopedista Alexandre Podgaeti, coordenador da Comissão de Campanhas da Sociedade Brasileira de Coluna, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. “Colocar um travesseiro entre os joelhos também é bom, porque um joelho bate no outro e assim eles ficam alinhados ao tronco”, conclui o especialista.

A coluna também é um ponto a se ter atenção: tente respeitar as curvas naturais dessa estrutura, nada de tentar ficar retinho! Manter as pernas levemente flexionadas e o quadril relaxado também são ótimas pedidas para não forçar o nervo ciático. Quanto aos braços, nada de colocá-los para cima. “Dormir com o braço esticado em cima da cabeça pode fazê-lo acordar com dor no ombro, bursite ou tendinite… Isso é um reflexo de um travesseiro muito baixo”, reflete Podgaeti.

Dormir de barriga para cima

Essa não é a posição mais indicada, mas também não é de todo ruim para o corpo. O lado bom é que as articulações conseguem relaxar de forma satisfatória, impedindo torções e dores. Porém, a coluna não fica perfeita. “Você acaba retificando seu corpo, e o melhor jeito de manter as curvas da colina perfeita é deitando de lado”, pondera Podgaeti. Outra questão é a maior chance de problemas como a apneia ou ronco aparecerem em que se deita nesta posição. “A língua vai para trás, atrapalhando a respiração”, comenta o especialista. Lembrando que esse não é único fator que pode causar esses processos.

Como melhorar a posição de barriga para cima

Uma das formas de garantir que você durma melhor de barriga para cima é com o travesseiro. Ao contrário da posição de lado, em que ele fica mais alto, ao deitar-se virado para cima ele deve ser bem baixinho. “Assim, evita-se uma tensão na musculatura cervical”, explica Trevizani. Uma forma de garantir um relaxamento das pernas é colocar um travesseiro embaixo dos joelhos, o que permite que eles fiquem menos entendidos, relaxando os músculos da lombar e das coxas.

Já os braços, ao deitar-se de barriga para cima, devem ficar ao longo do corpo, ou com as mãos pousadas levemente sobre o abdômen. Sem por força, é claro, ou você acabará prejudicando a respiração. “Não é indicado colocar os braços para alto, pois acaba ficando desconfortável ao longo da noite”, friza o especialista.

Dormir de bruços

Se dormir de barriga para cima é aceitável, dormir de bruços é completamente contraindicado! Além de deixar o corpo reto também, da mesma forma que a primeira posição, ainda tem o agravante do pescoço. “Ao se deitar de lado, você precisa se virar para respirar, torcendo o pescoço cerca de noventa graus. Quando você coloca um travesseiro, então, além de torcer, você o hiperestende, causando dores cervicais”, descreve o ortopedista Podgaeti. Infelizmente, no caso dessa posição, não há muito o que resolver, de acordo com os especialistas. “Mesmo que muitas pessoas estejam adaptadas a essa posição e se sintam confortáveis, podem ocorrer problemas de cervicalgia, dor nos ombros, bursite, tendinite e até dor nas costas”, enumera o especialista.

E se mudo de posição ao longo da noite?

Infelizmente, só dá para controlar mesmo nossa posição antes de adormecer, depois disso, é normal que nosso corpo busque adaptação para ficar mais confortável, e nós acabemos nos movimentando um pouco. “Isso é normal, então o que você pode fazer é sempre começar seu sono numa melhor posição, o resto não dá pra controlar”, aconselha Podgaeti.

Porém, se você se mexe até demais, pode ser indicativo de outros problemas de sono. “Quem se vira muito na cama a noite precisa verificar se não há alteração no sono que pode gerar agitamento. Para isso existem tratamento específicos e é importante procurar um especialista em sono”, recomenda Trevizani.

Dá para mudar a posição em que eu durmo?

Outro problema é tentar mudar uma posição a qual seu corpo já está tão acostumado, não é mesmo? Mesmo os pequenos ajustes nas posições normais podem ser incômodos. Para o ortopedista Podgaeti, tudo é uma questão de treino e de insistência. “No começo sem dúvida você acaba voltando a posição ruim sozinho mesmo, mas com o tempo o corpo vai ficando cada vez mais na posição ideal e vai se acostumando”, indica o especialista. Pode ser um processo cansativo, mas vale a pena tentar melhorar, para garantir um sono mais leve e reparador, que vai inclusive recuperar você de todo esse esforço!

Fonte: www.minhavida.com.br

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Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson

Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento diferenciado
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A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo requer conhecimento específico. Estamos “envelhecendo”, ou seja, a expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos que não têm tremor.

Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, “nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson” e, segundo, “nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor”. Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.

Em relação ao tremor de uma maneira geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição, aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos. Assim, “nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson”.

A outra questão, mais complexa e delicada, diz respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de Parkinson, ou seja, “nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor”.

Sendo assim, é importante ficar atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico, a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real problema do paciente.

Escrito por: André Felício (Neurologista)

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

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Gastrite – Como tratar esse problema da mucosa estomacal?

Queimação e dor de estômago são as principais queixas de quem sofre de gastrite.

gastrite

 

Queimação e dor de estômago são as principais queixas de quem sofre com essa inflamação da mucosa estomacal. O desconforto esporádico, porém, não é suficiente para o veredicto de gastrite. Só vale a pena marcar uma consulta médica quando ele dura mais de duas semanas. Para o diagnóstico o especialista pedirá uma endoscopia. As imagens obtidas no exame revelarão se o indivíduo tem um dos dois tipos mais comuns da doença, a aguda, provocada pelo consumo abusivo de álcool ou de remédios, por exemplo, ou a crônica, que tem como causas principais o estresse constante, o cigarro e o café.

Uma bactéria, a Helicobacter pylori, também pode estar por trás do mal. “De qualquer forma, a dieta precisa sofrer mudanças”, avisa o gastrenterologista Orlando Ambrogini Júnior, da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp. “Alimentos ácidos, gorduras, cafeína e álcool devem ser banidos.” Os remédios só entram em cena se, apesar das alterações no cardápio, a dor não for embora.

Veja alguns alimentos “incendiários” e outros “bombeiros” para quem sofre de gastrite

Bebida alcoólica

O consumo exagerado de álcool irrita a mucosa estomacal

Café

Goles além da conta facilitam o refluxo do suco gástrico, criando outro foco de incêndio

Derivados de tomate, como o Extrato

São produtos com alto teor de acidez e agridem um estômago mais sensível

Refrigerantes
Ácidos e cheios de gás, eles podem magoar as paredes do estômago e provocar desconfortos

Doces
A alta concentração de açúcar é culpada por deflagrar o queima-queima no órgão

Adoçante

Os aditivos químicos presentes no aspartame também estão por trás daquela baita irritação estomacal

 

Para apagar o fogaréu, conte com estas opções à mesa:

Gelatina

Ela dificulta a absorção dos carboidratos e das gorduras pelo estômago e intestino, aplacando a inflamação

Pão integral

Ele ajuda a controlar os níveis de ácido clorídrico, que contribui para acender a fogueira no estômago

Batata

É outra que ajuda a aplacar o processo inflamatório

Ovos

São fonte de zinco, que repara os estragos detonados na parede do estômago

Fonte: http://saude.abril.com.br

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