Audiência pública discute volta da venda de remédios sem prescrição médica

Audiência pública discute volta da venda de remédios sem prescrição médica

Durante audiência pública que aconteceu na última quinta-feira, farmacêuticos e indústria divergem sobre venda de remédios fora do balcão

 

 

 

 

 

 

 

 

Na última quinta-feira, 28 de junho, aconteceu uma audiência pública que debateu a volta da venda de remédios que não exigem receita médica, ao alcance do consumidor. O debate dividiu opiniões da indústria de medicamentos e farmacêuticos.

Desde 2010, farmácias e drogarias são obrigadas a vender medicamentos isentos de prescrição médica somente atrás do balcão. Por isso, remédios deixaram de ficar expostos em gôndolas e prateleiras de livre acesso ao consumidor.

Após um estudo mostrar que a venda atrás do balcão reduz o poder de escolha do cliente na hora de comprar esses medicamentos (entre eles, antigripais e analgésicos), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) coloca em discussão o fim da obrigatoriedade. Enquanto isso, farmacêuticos defendem a manutenção da regra, pois segundo eles, o acesso livre a remédios aumenta o risco de automedicação e de intoxicações, levanto em conta que as pessoas desconhecem os efeitos colaterais à saúde e reações adversas causadas pelos medicamentos isentos de prescrição médica.

O  presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, queixou-se que a venda de remédios sem prescrição é um retrocesso, pois se é proibida a venda em supermercados,  não faz sentido ser liberada a venda na farmácia sem orientação. A presidenta Dilma Rousseff  vetou o comércio de remédios nas prateleiras dos supermercados.

Na avaliação dos fabricantes de remédios, o brasileiro é suficientemente informado para comprar medicamento sem a ajuda do balconista ou farmacêutico. De acordo com Aurélio Saez, representante da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), na maioria dos casos, o cliente teve orientação profissional antes de levar o produto para casa.

Técnicos da Anvisa argumentam que a influência do balconista e do atendente na decisão do consumidor dobrou após a norma entrar em vigor. A venda de remédios livres de receita indicados por um funcionário da drogaria passou de 4,6%, em 2007, para 9,3%, em 2010, conforme estudo da consultoria privada IMS Health, que avalia o mercado farmacêutico. O diretor-presidente da Anvisa Dirceu Barbano, defende que o consumidor tem encontrado dificuldade, por exemplo, em comparar preços dos produtos atrás do balcão.

Quando a norma foi aprovada, um dos argumentos da Vigilância Sanitária era coibir os casos de intoxicação. Porém, os remédios de venda livre respondem por apenas 4% dos casos de intoxicação medicamentosa no país, conforme dados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citados por Barbano.

Fonte: Agência Brasil / Site Estado de S. Paulo


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