Anvisa estabelece novos critérios para dados nutricionais nos rótulos de alimentos

Anvisa estabelece novos critérios para dados nutricionais nos rótulos de alimentos

Novas regras para que produtos possam conter textos como “light” e “sem açúcar” vão valer a partir de 2014
 

Segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada dia 13 de Novembro no Diário Oficial da União (DOU), informações nutricionais presentes em rótulos de alimentos – como “light”, “rico em”, “fonte de” e “não contém” – deverão seguir novos critérios a partir de 1º de janeiro de 2014. As novas regras vão ajustar os regulamentos do Brasil aos do Mercosul e, assim, facilitarão o comércio entre os países.

Uma das medidas da Anvisa determina que a expressão light só poderá ser empregada em alimentos que apresentarem redução de algum nutriente em comparação com uma versão convencional do mesmo produto. Antes dessa resolução, o termo podia ser aplicado em alimentos com baixo teor de algum nutriente – mas não necessariamente um teor menor do que o produto de referência.

A publicação também determinou que, para um alimento ter em seu rótulo a informação de que é rico em alguma proteína, ele deve atender a um critério mínimo de qualidade. Essa alteração poderá proteger o consumidor de práticas enganosas, como o rótulo ter a informação de que o produto é rico em proteína, mas ser um alimento incompleto e de baixa qualidade.

A Anvisa também decidiu alterar o cálculo que determina se as informações nutricionais podem ser veiculadas. Atualmente, para que um produto possa exibir o texto “sem açúcar” em seu rótulo, por exemplo, não pode ter mais do que 0,5 gramas de açúcares em 100 gramas ou 100 mililitros do alimento. A partir de 2014, essas informações deverão ser estipuladas com base na porção do alimento. No caso do açúcar, portanto, o alimento não poderá ter mais do que 0,5 gramas por porção completa.

Foram criadas também oito novas alegações nutricionais, cada uma com seus critérios para aparecer nos rótulos. São elas: “não contém gorduras trans”, “fonte de ácidos graxos ômega 3″, “alto conteúdo de ácidos graxos ômega 3″, “fonte de ácidos graxos ômega 6″, “alto conteúdo de ácidos graxos ômega 6″, “fonte de ácidos graxos ômega 9″, “alto conteúdo de ácidos graxos ômega 9″ e “sem adição de sal”.

A norma não inclui alimentos para “fins especiais”, que são aqueles especialmente formulados ou processados, com modificações no conteúdo de nutrientes. Esses alimentos são, geralmente, direcionados a pessoas com dieta diferenciadas, com necessidades específicas de condição metabólica e fisiológica – como produtos com restrição de sódio, gordura e proteínas.

Traduza os rótulos e escolha bem os alimentos

É só começar a dieta que muita gente não hesita em encher o carrinho de compras com produtos light. Desse jeito, é fácil errar a mão, ignorando até mesmo as quantidades das porções. Entenda como são feitas hoje as determinações para produtos light, diet ou rico em algum nutriente e faça a comparação:

Diets

Diet é aquele produto que indica em sua embalagem a ausência total de algum nutriente ou ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, a lactose, entre outros. A escolha do “diet” deve variar conforme a necessidade de cada pessoa. Produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, por exemplo.

Lights

Já os alimentos classificados como “light” têm uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado elemento de sua composição em relação ao alimento tradicional. “São aqueles com baixo teor de componentes – sódio, açúcares, gorduras, colesterol – e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet”, explica Camila. No entanto, a redução calórica pode ser muito pequena e o sabor pode ser compensado aumentando a quantidade de outros pontos da composição.

 

 

 

 


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